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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Almoço/jantar #6 – Tiras de peru com legumes



Há dias em que não sei como o tempo passa. Quando dou por isso já estou em casa há horas, sem parar, e com tudo por fazer. Jantar incluído.

Esta é uma alternativa ultra rápida, saudável, saborosa,… tudo de bom. 

Tiras de peru com legumes

 Ingredientes:
- Bifes de peru cortados em tiras (como se fosse para strogonoff)
- 1 lata de cogumelos
- 1 cenoura cortada em palitos

Num wok colocar um fio de azeite e as tiras de peru. Temperar a gosto e deixar cozinhar (temperei com sal e um pouco de molho de peixe). A meio da cozedura juntar juntar os cogumelos e a cenoura.
Deixar terminar de cozer e está pronto.



O facto de a carne ser cozinhada em tiras facilita o processo de cozedura e por isso tudo se torna muito mais rápido. A cenoura juntei-a simultaneamente com os cogumelos – não pretendia que cozesse demais porque não gosto de cenoura cozida – mas dependerá do gosto de cada um. Desta vez utilizei apenas cenoura e cogumelos mas existem imensas alternativas: brócolo, soja, milho, couve coração,…

Excelente prato para pequenos e graúdos.

domingo, 30 de outubro de 2016

A pressão dos primeiros 18 meses



Já passaram 18 meses? Minha nossa senhora das rabanadas (que está quase a chegar o Natal) daqui a nada está a pedir-me para ficar a dormir em casa de uma amiga. E depois vai ser uma saída com amigos. E depois… Respira S., respira…

Vamos por partes. Nunca tinha pensado nisso até ser mãe mas acho que ser uma fedelha de 18 meses não é fácil.

Uma cachopa nasce e é esperado que venha a saber mamar. Mais fácil ou dificilmente acaba por lá chegar e desenrasca-se para matar a fome – instinto de sobrevivência.

Dali a nada toda a gente se quer sentir especial e pretende, a qualquer esforço, que a miúda se ria. E toda a gente acha que aquele sorriso foi só para si.

Lá vai sorrindo. 

Mas entretanto toda a gente a quer ver comer sopa.

E papa.

E fruta.

E uma carne de porco com feijão e grelos, uma broa e um pudim abade de priscos para adoçar no final. Porque não um chupa com aquele açúcar ácido por cima – se é para comer que seja tudo a que tem direito.
Mas não basta que coma. Tem de comer sozinha.

Desenrasca-se. Com as mãos, com os dedos em pinça, com a colher. Alimentação alinhavada – só falta dar-lhe mais um cozidinho à portuguesa e um pratinho de rancho e a felicidade era plena.

Tem de caminhar. Sozinha obviamente.

E se demora mais um pouco – no tempo que só a ela pertence - há quem quase considere a hipótese de uma deficiência.

Caminha.

E tem de falar. Porque o ditado diz: aos 1 andará, aos 2 falará. (então esta lengalenga é capaz de me levar aos píncaros da fervura interior)

…. E continua por aí fora numa montanha russa de exigências, de estímulos, de opiniões.

Com quase 18 meses falam em fralda e chupeta.

E eu penso: f*2@-”€. E deixarem a miúda em paz. A minha vontade: que todo esse ruído se reduza – espetacular mesmo era a extinção.

Fazem da miúda um macaquinho do circo que tem de fazer as exibições solicitadas. Como se não tivesse vontade própria. Ou tempo próprio.

Acho que o tempo dela tem de ser respeitado. Não é meu desejo que ela seja precoce. Quero que ela faça as coisas dela no tempo dela. Irei sempre estimula-la de acordo com a minha opinião e com os conselhos de quem reconheço legitimidade. 

Não quero saber quem começou a caminhar aos 2 meses e palitou os dentes aos 3. Por mim até podem fazer maratonas aos 8 meses e descobrir a cura de alguma doença aos 10 meses. Mas deixem a pequena em paz.

As pessoas preocupam-se tanto com aquilo que ela faz, e com comparações, que se esquecem de aproveitar o tempo com ela. 

Para já eu só quero saúde, gargalhadas, e espontaneidade.

Ah, um bocadinho de bom feitio e obediência também vinha a calhar.

O mais importante são estes 18 meses que tive oportunidade de partilhar com ela. São as conquistas que agora parecem muito longínquas. São as alegrias e a cumplicidade que partilhamos. São o maior e melhor amor jamais conhecido.

sábado, 29 de outubro de 2016

Dicas saudáveis #5



Água. Hoje é sobre a água. Tal como em quase tudo há quem defenda que quanto mais melhor e quem defenda que uns 4 copos de água por dia é mais que suficiente.

Conheço quem prefira simplesmente não beber porque se sente mal com a água. E quem, como eu, normalmente, bebe água como se precisasse de reservas para uma semana (armada em camelo portanto).

Água é água… ou não é bem assim? A verdade é que a água que bebemos tem efeitos diferentes no nosso organismo. Não posso ser muito técnica porque não tenho conhecimento para o ser mas gostaria que percebêssemos duas coisas: existem 2 tipos de água (ácida e alcalina) e a alcalina é a melhor opção.

Quando tive consulta com a nutricionista a indicação que me deu foi que relativamente à água devia optar por filtrada ou então pelas marcas Monchique, Carvalhelhos, ou Evian. Mais meio salário só para garrafas de água porque mais uma vez aquilo que nos faz melhor custa os olhos da cara.

Andei a investigar e a diferença está no PH. Se o PH for inferior a 7 trata-se de água ácida. A água Monchique, por exemplo, tem um PH = 9,5, ou seja, trata-se de uma água alcalina.

Possíveis efeitos da água ácida: digestão lenta, inchaço, obstipação, dores musculares, problemas orais, dores articulares, ente outros.

A água alcalina ajuda a combater problemas gástricos e efeitos da acidez de muitos alimentos que consumimos.

Idealmente, se a vida fosse isenta de stress, e composta por exercício físico regular e alimentação melhor que boa, não seria necessário o consumo de água alcalina. Mas não é isso que acontece. A malta gosta de postas de stress acompanhadas de muita sofazeira e regadas com molho de francesinha.

Por isso toca a investir em água de qualidade ou então naqueles jarros de filtragem de água.

Sugiro também a leitura do livro Chegar Novo a Velho, de Manuel Pinto Coelho que explica, entre outros, este assunto muito bem.