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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Primeiros passos



Há algo que é comum a todos os que são bem sucedidos na opção por uma vida mais saudável: planeamento e preparação.
Vejo pessoas que conseguem fazer planos de refeições semanais e quinzenais e já tentei várias vezes mas dá sempre para o torto. Não consigo olhar para o que tenho em casa e adivinhar o que vou conseguir fazer numa semana inteira. Não faço ideia se vou conseguir chegar todos os dias a casa numa determinada hora, se a minha filha me vai deixar fazer alguma coisa, se não me vai apetecer antes dedicar-me à brincadeira ou a uma ida ao parque… e é por isso que prefiro ter as refeições mais ou menos delineadas mas sempre com margem de manobra.
Também já é habitual preparar sopas e papas de fruta para a L. e por isso preparação é algo que faz parte das minhas rotinas semanais. A acrescentar às coisas da L. agora também tenho de adiantar, direcionar, preparar algumas das minhas refeições.
Neste primeira semana optei por:
- frango assado – temperado apenas com sal, pimenta, sumo de limão e um fio de azeite.
- brócolos cozidos – para não custar muito escolhi o legume que mais facilmente como. Acompanhamento adiantado.
- separação iogurte – tive indicação para comprar iogurte grego ligeiro (do LIDL), daquelas embalagens grandes, e separar por frascos de 150g.
- panquecas de aveia – opção para dias de treino. Fiz a receita em dobro, congelei, e assim quando treinar, se quiser, basta descongelar e morfar.
Muito mais poderia ter feito mas não vou ficar logo toda tola na primeira semana, a gastar os cartuchos todos. A pouco e pouco lá vai.



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Desta vez está a ser diferente



Geralmente o que é que acontece? Vou ao médico, tenho um tratamento/ uma dieta/ um plano, e cumpro aquilo tudo à risca até começar a pisa-la.
Não sei porquê mas desta vez não é isso que está a acontecer. O processo está a ser inverso. Da minha má alimentação regular dos últimos meses estou a retirar as más opções e substitui-las gradualmente pelo que me foi indicado pela nutricionista.
O mais difícil está a ser a retirada do chocolatinho a acompanhar o café. E mais um ou outro pormenor para cumprir tudo direitinho. Parece-me que enquanto houver chocolate por casa vai ser complicado. Mas eu chego lá.
Aquele frenesim de ficar mais perto do que quero não se manifestou. Não sinto aquela vontade constante de ir à balança para ver se já foram mais cem ou duzentos gramas. E também não encontro justificação para isso.
A nutricionista mandou-me tirar uma foto para ir verificando a evolução. Pediu-me para não me focar tanto no peso mas sinto nas alterações que se vão dar no corpo. Tirei a primeira e fiquei com a sensação de que sou um caso perdido. Tenho de me provar o contrário.
Quero um peso saudável. Quero resistência física. Quero massa muscular. Quero melhorar. Quero cruzar a meta de uma meia maratona. Quero orgulhar-me do que consigo alcançar. Quero aprender a manter uma estabilidade nos hábitos alimentares. E o que também gostava muito era de ajudar outras pessoas a conseguirem o mesmo.
Quero mesmo que seja diferente. Quero que seja sólido. Quero que seja contínuo. Quero que seja para sempre.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Vai ser assim



Paleo faz todo o sentido. Investiguei bastante sobre o assunto, informei-me, e acho que a alimentação paleo é a opção e não uma opção. Mas sem cometer erros ao fim de 2 meses o meu peso estagnou, fiquei chateada, desmotivada e sem vontade de prosseguir esta linha. Senti-me desorientada.
Entretanto já percebi que preciso de acompanhamento médico para não andar sempre e pisar o risco e decidi consultar uma nutricionista.
Procurei um serviço diferente porque costumo dizer que a teoria sei eu bem – acho que tenho doutoramento nisto - e preciso do fator novidade para não desmotivar à partida. A maçã com bolacha maria não é para mim. Pesquisei, procurei, e através de um blog que já acompanho há vários meses fiz a minha escolha. Objetivo: otimização metabólica.
E o que é otimização metabólica?
Volta e meia toda a gente diz: “porque o teu metabolismo deve ser muito lento” ou “ele tem uma sorte do caneco porque o metabolismo dele é muito rápido”.
Facilmente percebemos que existem sistemas metabólicos Carocha e Panamera. Este fulaninho trata de queimar entre 50 e 70% das calorias que consumimos. Se o sistema metabólico estiver devidamente apetrechado (que é como quem diz otimizado) vai queimar mais calorias do que se optarmos apenas pela versão base. E o que é preciso é muita caloria ardida.
Como é que se consegue isso? Com a ingestão de ingredientes corretos. Vitaminas e minerais que vão originar uma produção de energia que vai impedir, ou travar, a sua transformação em gordura. O segredo está no equilíbrio da conjugação da proteína e dos hidratos de carbono.
Para além da alimentação existem obviamente outros fatores que majoram esta otimização. Já sabemos que ser gaja é coisa tramada e o género está aqui metido ao barulho. Para além disso podemos falar de fatores hereditários, exercício físico, estatura, saúde, entre outros.
No meu caso em particular houve pormenores tidos em conta no delineamento do plano alimentar: uma anemia com valores que não são preocupantes mas que terei de melhorar, uma vitamina D nas ruas da amargura, resistência à insulina (que deverá ser causada pela acumulação de gordura abdominal) e ácido úrico um bocadinho elevado.
Face a isto e de acordo com as minhas rotinas diárias foram-me apresentadas algumas alternativas para as várias refeições. Fiquei muito surpreendida com algumas sugestões mas nada como experimentar para tirar as teimas.
Vou, conforme puder e me apetecer, partilhando por cá o meu diário alimentar, as dificuldades, sucessos e insucessos.