Páginas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Então e as corridas!?



 Existem. São pontuais. E muito frustrantes.



Julgava que ia recuperar a genica de outros tempos e conseguir ir à segunda, quarta e sexta para o crossfit e à terça e quinta correr/caminhar mas não dá.

Padeço frequentemente de uma maleita chamada cansaço. A maternidade tira qualidade de sono e também capacidade de resistência – pelo menos para esta área.

Ainda assim sempre que posso, e a L. deixa, ao fim de semana dou brita à sapatilha e corro ao ritmo de qualquer tartaruga mal treinada.

Que porra de treta que a minha resistência para correr não cresce nem com uma lata de espinafres no bucho.

Começo cada corrida a pensar que vai ser daquela vez que vou melhorar, que vou sentir o efeito dos treinos frequentes, do aumento da massa muscular, e vou aguentar mais e melhor. Ao fim de 500mts estou quase a atirar-me para o chão a pedir para me trazerem uma caminha, 2 almofadas fofas e uma manta quentinha.

O treino começa com um sorriso a aproveitar e agradecer o quentinho do sol, a paisagem, o ar puro, e 10 minutos depois só sinto falta de ar, falta de perna, falta de cama.

Então e porque é que insisto? Porque gosto daquela porcaria. E porque o que é mais difícil também é mais prazeroso quando alcançado. E quando conseguir correr uma distância menos vergonhosa vai ser MUITO prazeroso.

Só para me envergonhar mais um bocadinho: a meta alcançada no último treino foi uma média de 8 minutos e 58 segundos por Km. Consegui, pela primeira vez na história (pós gravidez), ficar abaixo dos 9 minutos. Sim, sei que nem é de partilhar uma merd@ destas mas é a minha merd@.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Natal mas só para alguns



O Natal este ano está a custar-me especialmente por razões que partilho com os meus botões. Tenho as minhas dores de cabeça, as minhas preocupações, as minhas lamentações, mas a verdade é que, a não ser que ainda tenha uma grande surpresa até lá (porque não posso dar nada por garantido) é que vou ter um teto, comida na mesa, e uma cama quente. Vou ter o meu amor maior e maior amor ao meu lado e ainda vamos partilhar uns carinhos, umas brincadeiras e umas gargalhadas. E por isso sou uma privilegiada.

Mas nem tudo são rosas. Ou são. Com a analogia das pétalas cheirosas e espinhos dolorosos.

Talvez por andar mais atenta ganho cada vez mais consciência da quantidade de pedidos de ajuda que existem espalhados por todo o lado. E sei que se trata de uma ínfima parte. 

Tirando o papel de embrulho e o laço a verdade é que há pessoas que não vão ter o que comer (tanto no natal como em muitas outras alturas), não vão ter família para partilhar essa época, vão passar a noite de 24 de dezembro a pensar: a amanhã como é que vai ser?.

Por todo o lado pede-se ajuda monetária; pedem-se bens. Sugestão de compra de prendas solidárias, donativos para alguém, presentes para crianças desfavorecidas, ajuda para animais maltratados. Tanta coisa…

Nos últimos tempos tenho recebido tantos, mas tantos, pedidos de ajuda que o que mais me entristece, para além de não poder responder a todos eles, é ter esta noção de existirem tantos.

Por isso peço aqui que cada um tire os olhos do seu umbigo, ainda que por breves instantes, e olhe à volta. Veja no que pode ajudar e o faça. E não vale a história do “é pouco” – o pouco de uns é o muito de outros e pouco é sempre muito mais que nada.

O objetivo deste natal é sermos mais solidários e menos consumistas. 

Pensem nisso.