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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O peso no peito é demasiado grande



quando me sinto diariamente a caminhar no fio da navalha. Nunca sei como vai acabar o dia e o aperto constante que sinto parece murchar-me mais um pouco diariamente - hora a hora.
Enquanto sei que o meu irmão está numa cama de hospital a lutar por manter o coração a bater não consigo deixar de ser assaltada por momentos que partilhamos.
A forma como pelos corredores dizia, alto e bom som, o orgulho que sentia pelo facto de ter emagrecido “tanto”; quando dizia ao RP para ter cuidado e se pôr a pau! Com um sorriso malandro no rosto; quando dizia que eu era a sua psiquiatra e o RP o seu psicólogo; quando me dizia que era a segunda mulher mais importante da vida dele…
Pensar que nunca mais me vou sentir envergonhada pelos seus elogios imerecidos, pela forma como explodia quando precisava de desabafar os problemas pessoais, como só eu e o cunhado o conseguíamos acalmar quando começava a perder o controlo dos seus nervos, faz-me sentir seca. Saber que não vou ter de intervir mais, não vou ter mais conversas sérias para o alertar disto ou daquilo, não me vou chatear mais com ele (daquelas zangas que duram uns 10 minutos porque felizmente na minha família não se fica chateado por muito mais tempo) faz-me questionar tudo.
Dizem-me que neste momento o meu irmão sobrevive apenas porque tem um coração de um homem de 35 de anos porque tudo o resto está demasiadamente debilitado para recuperar.
E com tudo isto eu sinto que o meu coração está a ser substituído por um cubo de gelo. Não quero saber de quem morre nem de quem vive. Não quero saber de nada. Porque perceber que a qualquer momento o meu irmão pode simplesmente desaparecer não faz qualquer sentido. Não encaixa em lado nenhum. Dói tanto que acho que prefiro não sentir mais nada.

Podem chamar-me insensível, egoísta, o que quiserem, porque sinceramente não quero saber. Não há justiça na forma como as coisas aconteceram com ele. Não há justiça na forma como encontro os meus pais cada vez que falo/estou com eles. Sei que muitos sofrem dores idênticas e piores mas desta vez não consigo reger-me por estas ideias. Desta vez só consigo perguntar que merda se passa neste mundo.
 

Percebo que isto vai mal

quando recebo um mail do Endomondo a dizer-me que tem saudades minhas...
Mal - muito mal!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eu sei que já passou

Mas não resisto a mostrar a melhor gata do mundo:



Faz tantas, mas tantas, asneiras que às vezes nem sei o que me apetece fazer-lhe. Depois tem momentos como este em que deposita toda a sua confiança em nós e simplesmente estica-se toda, roça-se até mais não e ronrona até incomodar... e nós ficamos conquistados e babados.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Acho que nunca fez mal a ninguém

Um pouco de humildade quer-se e recomenda-se... 
Quando alguém começa a agir como se fosse dono do mundo, independentemente da sua situação/posição/dificuldade, com o nariz sempre direcionado para o céu, para mim, é a morte do artista.

Uma decisão como deve ser


Agora só fico curiosa relativamente às touradas. Porque ouvir, como ainda há dias ouvi, pessoas a dizer que o animal tem de ser morto porque assim é que é - com um sorriso na cara que consegue fazer brotar em mim toda a agressividade possível - até se me revoltam as tripas. Dizer que se o animal não morrer a coisa não tem piada. Eu sugiro fazer uma demonstraçãozita numa dessas pessoas que tanto defendem a morte dos animais. Incutir sofrimento a animais para bel-prazer e diversão alheia é das coisas mais nojentas e repugnantes que continuam a acontecer em Portugal. E, sinceramente, estou-me a cagar para os regimes de exceção ou especial ou o raio que o parta.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Esclarecimento de dúvida

Para quem ainda não se mentalizou:
Quando se entra numa rotunda para sair na terceira saída (ou até para fazer inversão de marcha) não se pode faze-lo sempre pela via da direita.