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sábado, 31 de maio de 2014

Posso voltar a respirar (temporariamente)

Depois de uma das semanas mais complicadas do ano volto a respirar.
Maio é o mês de entrega das declarações de rendimentos das pessoas singulares (Modelo 3 – IRS) e das pessoas coletivas (Modelo 22 – IRC). Altura de fecho do ano, de acertos, de regularizações, de apuramentos, de balanços e demonstrações de resultados... é o que o freguês quiser!
E porque é que é uma das semanas mais complicadas do ano?
Porque a modelo 22 tem 5 páginas (com anexos chega a cerca de 7) e a declaração que vamos preparar agora (Informação Empresarial Simplificada) tem no mínimo 56 páginas. Sim, são mesmo 56, não me enganei a digitar.

Por isso é fase de repor algumas energias porque tenho umas semanas bem complicadas pela frente.

Memórias #18

Portucalense, és emoção
és o orgulho do nosso coração.
Sempre contigo nós estaremos
Portucalense por ti cantaremos.

Olé, olé, olé, olé...

A minha casa eu deixei
E o trabalho abandonei
P’ra te dizer que até morrer
Portucalense eu te amarei.


Olé, olé, olé, olé...

Ontem à noite, sem qualquer motivo aparente, comecei a cantar esta música que foi companhia diária há 14 anos atrás. Ai as saudades!!!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Pensamento profundo #18


Há pessoas que são como as castanhas. Ao início são muito saborosas, agradáveis e queremos mais e mais.

Mas depois acabam sempre por dar em mau cheiro. If you known what i mean!

Depois pensamos: ui! Não posso comer mais castanhas.

Mas passado algum tempo voltamos a provar. Pensamos que como já passou tanto tempo podem deixar de dar origem ao mau cheiro. Mas não!

Ciclo vicioso…

Pronto... respirem que já chegou



6.ª feira! É sempre uma boa notícia. Mesmo quando antes do merecido descanso tenho um dia de enlouquecer.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sugestão de fim-de-semana


Então S., e este fim-de-semana, o que é que fazemos?

Calma que estou aqui e não é para outra coisa. Tenho a solução para todos os vossos problemas!

Para quem não sabe, o fim-de-semana de 31 de Maio e 1 de Junho é de Serralves em Festa. Portanto existe a possibilidade de passar o fim-de-semana todinho a curtir como malucos.

A reter a entrada gratuita e o acesso ao maior festival de expressão artística contemporânea de Portugal. Começa no Sábado pela fresquinha (mais precisamente às 8horas) e quem decidir visitar este espaço terá a oportunidade de ouvir e ver música, dança, fotografia e teatro, entre outras. Visitar exposições e participar em atividades são as ordens do dia.

O melhor de tudo é que se trata de um programa adequado a miúdos e graúdos. Quem tiver possibilidade e achar um programa interessante faça o favor de visitar.

 
S. ao vosso dispôr!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

EscreVIVER


Estes dias alguém me perguntou: Pronta para começar a escreviver?

Oh pá, assim não, esta malta não sabe, sequer, escrever escrever?

 

Para! Pensa!

Escrever é uma forma de viver.

 

Cada vez mais penso em escrever tanto como em respirar. Não penso portanto. Abro, no computador, uma folha em branco. E transcrevo apenas o que penso, a minha opinião, tão simples como respirar.

 

Em muito momentos penso que tenho alguma coisa a escrever sobre isto ou aquilo. Engraçada a forma como antes pensava que tinha alguma coisa a dizer e agora penso que tenho alguma coisa a escrever. É meu, é a minha marca, é a minha vida, é o meu ponto de vista.

 

Ainda não me está no sangue. Não posso ter essa ambição. Não posso achar que escrevo muito bem porque não escrevo. Porque este é um caminho muito longo. Que nunca será totalmente percorrido por mim. Nem por ninguém creio.

 

Mas a escrever sinto-me a viver. No final das contas não é isto escreviver?

Rota de tapas – o enterro total


No Sábado, já tardiamente, decidimos aventurar-nos na nossa primeira excursão à Rota de Tapas do Porto.
 

1.º destino: Trinkas
 

Optámos por este começo porque a tapa disponível era Bolo Caco com manteiga d’alho artesanal. Revestir o estômago com algo leve era a nossa intenção.

Rapidamente percebi que o caminho não era este para o objetivo em mente. Primeiro, a tapa era acompanhada por uma Estrella Damm. Menina que não gosta de cerveja, muito menos a acompanhar uma tapa depois de a última refeição ter sido o pequeno-almoço, bebeu-a a um ritmo considerável. Segundo e último, quando vi a tapa… aquele pão com aquela manteiga toda e um aspeto de babar só pensava: esta porra deve ter milhentas calorias. Mas deixar comida no prato é que não podia ser. Emborquei por isso uma b’jeca e um pão com manteiga até vir o pai natal. De realçar a simpatia do atendimento e a qualidade da tapa. Saímos de sorriso no rosto e cheios de vontade de continuar a experimentar.



2.º destino: La Scala



Esta segunda escolha foi basicamente imposta pela proximidade e horário de funcionamento conjugada com os ingredientes da tapa.

Aqui o menu era: Rojões à La Scala

A senhora que lá estava só me fazia rir. Tanto parecia muito simpática como capaz de nos pregar dois tabefes caso disséssemos algo que não lhe agradasse. Notava-se que os rojões estavam a ser sujeitos a processos de aquecimento constantes e ao comer já sabíamos que depois íamos chiar porque o estômago não ia gostar da brincadeira.

Bebemos o quê? Uma Estrella Damm, pois claro. Senti-me irreconhecível. Duas cervejolas (de 25cl diga-se em abono da verdade) no bucho. Maluca, uma verdadeira maluca! Claro que a segunda me bateu. Dizia que estava a ficar bêbeda mas o meu marido achava impossível com 2 cervejas tão pequeninas.



Entre as duas que experimentamos a medalha vai, sem sombra de dúvida, para o Trinkas. Local que havemos de visitar noutro contexto, com outro objetivo, porque o menu caiu-me no goto e o atendimento foi do melhor.

Aconselho a quem for a este evento aproveitar para o mesmo que nós. Descobrir ruas do Porto. Conhecer mais um pouco desta cidade que, apesar de tão perto, nos passa despercebida porque Londres, Barcelona, Nova Iorque, o que for, é sempre melhor. Não é! Adoramos o passeio e prometemos repetir. Não sei se conseguiremos voltar à Rota de Tapas mas, sinceramente, gostava.

Então e a bebedeira? Ele não acreditava até eu chegar a casa ir direitinha ao sofá e tirar um ronco. Não conseguia caminhar em linha reta por isso achei melhor sentar-me. Quando me apercebi já tinha adormecido. Acordei com ressaca e tudo. É o que se chama pacote completo. Sim, com duas jolas de 25cl. Aquilo deve ser muito forte. Mais do que whisky é o que vos digo.

Irresponsabilidade de arrepiar

Fonhasse… que esta mania que algumas pessoas têm de fazer aquilo que querem e exigir que o resto do mundo se adapte a elas é de me coçar até não poder mais.

Compromissos? Esquece! Responsabilidade? No way!

Vive-se sem pensar nas consequências dos atos. E por mim tudo bem! Não fosse o facto de passar vergonhas, ficar sem jeito, levar na cabeça por isso, sem culpa no cartório.

Acredito, recordo e até tenho saudades do tempo em que a vida se vivia sem responsabilidade. Viver apenas ao máximo sem pensar nas consequências. Em que a decisão difícil do dia era a opção entre jogar às escondidinhas ou ao lenço, levar uma camisola branca ou amarela. Mas entretanto cresci e aquilo que foi já não é. Agora somos adultos ou não?

Bando de putos que mais me fazem sentir num jardim escola de freaks.

O mais engraçado é que depois são os primeiros a apontar o dedo. A assumirem-se como exímios profissionais na arte de cumprir até mais do que aquilo que lhes pode ser exigido. Pessoas que se auto nomeiam exemplos da profissão que seguem.

Raismaparta que era dar dois pares de estalos para acordarem para vida.

terça-feira, 27 de maio de 2014

E quando uma pessoa julga que já viu tudo #4

Depois da história que todos conhecemos e que nem vale a pena relembrar (ou talvez valesse, nem sei!) fiquei pasmada com a vitória de um partido de extrema-direita nas eleições realizadas no passado Domingo.
Em França, na corrida para o Parlamento Europeu, a vitória foi para a Frente Nacional contra tudo o que eu e, acredito, a maior parte das pessoas esperava.
Nunca pensei voltar a ver vitórias destes partidos em países desenvolvidos e com memórias tão frescas de acontecimentos passados.
Desta forma fica espelhada a insatisfação ou desespero da sociedade. Acho que só mesmo por desespero é que as pessoas manifestam o que sentem desta forma. Sem pensar nas consequências de atos impensados desta natureza.
Assustador! Muito assustador!

Pensamento profundo #17

É muito mais fácil apontar o dedo aos outros do que pararmos e olharmos para nós próprios. O choque daquilo com que nos podemos deparar deve ser demasiado assustador.

Para o caso de ter interesse


Balanceio


Entre a tristeza e a alegria. E sinto-me meio perdida.

Entre a preocupação e o alívio. Que também depende do convívio.

Entre a espera e o encontro. Mas nunca o reencontro.

A bipolaridade da vida faz-se num sentido sem sentido algum.

Entre as cruzes de um totoloto, totobola, ou outra porra qualquer.

Sempre sem nada que o faça prever.

Posso voltar atrás? Posso fazer diferente? Posso repetir as cruzes depois de ouvir o sorteio?

O caminho escolhido é definitivo e só daqui para a frente o seu pronúncio será permitido.

Consequências do livre arbítrio. Um futuro esquecido num passado perdido.

Um passado relembrado na esperança de um futuro a lembrar.

Presente sem ter o que memorizar.

Sinto-me esquisita por isso sou obrigada a pensar.

Não quero outra coisa mas quero tudo em alternativa.

Penso na complicação da passagem pela vida.

O baloiço, coisa engraçada. Tenho de recuar para poder avançar.

Avanço aquém do esperado para depois o recuo ser tão acentuado.

 Balanceio ao sabor do vento, a chuva a fazer-me perder.

Gosto mesmo é do sol. Das flores a crescer, tudo sem parar de se mover.

A verdade é que tudo isso me faz querer. Desde o âmago do meu ser.

Balanceio entre o Inverno e o Verão e a esquecer o Outuno e a Primavera não me posso atrever.

Questionando-me acerca daquilo que não devo perder.

Balanceio no baloiço da vida. Não é a isso que se chama viver?

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ginásio by morning #42


Sim, estou a ficar exibicionista! Podia guardar o feito só para mim, mas é bom demais para guardar cá dentro…

Depois de no fim-de-semana ter cometido mais asneiras do que aquelas que estou disposta confessar:

Ginásio,

Correr,

Passadeira,

Treino matinal,

25 MINUTOS A CORRER SEM PARAR!

E mais importante ainda, sem ficar em risco de panicar e cair redonda em direto no ginásio.

Foram 25 minutos porque não podia correr mais tempo. A uma velocidade de 7Km/hora que me permitiram correr sem ficar demasiado cansada. Nos últimos minutos comecei a fazer a gestão do esforço e consegui fazer o último minuto a 10km/h.

Antes dos minutos finais de aceleração houve uma altura em que a música puxou por mim e quando dei por ela já estava quase a correr por cima da estrutura do equipamento mas, fora isso, tudo controlado.

Estão a ver o Rocky lá no cimo da escadaria? Era eu a rejubilar de alegria. Mas sem exteriorizar. Deito tudo cá para fora nas linhas que agora partilho.

Sim, são pequenas vitórias, mas são grandes feitos para alguém que ainda há 1 ano atrás não fazia a ponta de um chavelho.

Aperceber-me destas pequenas (grandes) melhorias são a motivação necessária para continuar a levantar-me todos os dias em vez de aproveitar mais uma hora na cama.

Corro… a ouvir o quê? #2 Van Halen - Jump

 
Aqui temos mais uma música que dispensa apresentações! Com um ritmo acelerado, bem bom para corridas, e lembranças de tempos de música de muita qualidade.
 
(E uma atenção especial para o estilo e penteados dos meninos.)
 
Década de 80 foi, sem dúvida alguma, a década da música. Façam favor de ouvir esta música com ténis nos pés porque passados alguns segundos já estão a saltar ou a correr... 
 
 
 
 

Cheira um bocado mal


Portugal. País. Nação. Cultura. Beleza.

 

Num país com tanta coisa boa, paisagens maravilhosas, gente como se quer, é uma pena cheirar mal.

 

É como um homem lindo, sexy, um corpo de deixar o queixo caído. Fala e sente-se ao longe a falta de inteligência (para não dizer o cheiro a suor!).

 

Assim, me parece este país. Com notícias que assentam apenas em descidas de salários, guerras políticas, concertações socais falhadas, desavenças partidárias.

Cada uma destas coisas, sendo na realidade apenas uma, cobre todos os noticiários, os nossos pensamentos no futuro, a nossa preocupação com o presente.

 

A nação, o povo de um passado brilhante, de tantas memórias memoráveis, são hoje vergonhas. Somos lixo é o que dizem. Lixo do bom acrescentam de seguida. E como lixo que somos cheiramos um bocado mal. Não me parece admissível, mas não sou ninguém para o dizer.

 

Cultura. A música, o teatro, o cinema e tanto mais foram deixados ao acaso. A menor das nossas preocupações é verdade. Quando aquilo que realmente nos preocupa é a sobrevivência, a subsistência, a independência, a resistência. E a pobreza é tanta, a fome tão grande, que a alma perde atenção.

 

Beleza. Apenas a exterior. Ou talvez não. Temos locais e vistas de tirar o fôlego. Temos tradições distintas. Temos água e terra. Temos praia e campo. Temos sol e chuva. Temos calor e frio. Suficiente para agradar a gregos e a troianos. Mas Deus, que é Deus, não agrada a todos. E no fundo dessa beleza, desse mar azul que não pode ser adjetivado de límpido, temos o podre. Temos aquilo que cheira mal.

 

Tenho pena, sinto tristeza e preocupação. Neste país que tem tudo para dar certo, mas que no fundo cheira mal.

domingo, 25 de maio de 2014

A tristeza da alegria


És louca? Desequilibrada?

Porque haveria de ser?

Apenas porque a alegria não é partilhada?

O mundo gira. Ou então mantém-se sem alegria.

Recapitulo e estou fora do casulo.

Tudo ataca, tudo me faz vontade de dar o pulo.

Não sei se vens. Se vieste. Se vais vir.

Não sei de onde poderás surgir.

A incógnita deixa-me ansiosa.

Mas sempre fui de me manter airosa.

E se fosses dar uma volta à cadeira?

Talvez tudo não passe de uma brincadeira.

O circo a terminar.

O palhaço triste quase a descansar.

Triste? Tristeza?

Não pode ser. Não dei por nada.

Não estará aí a verdadeira beleza?

Baixinho mando-os à merda pois não compreendem através da sua alteza.

A sua beleza ofusca… até a da própria natureza.

Mas que estou para aqui a dizer?

Maldosa. Toda eu sou um poço de gentileza.

sábado, 24 de maio de 2014

Doces que não engordam


Sugiro dois verdadeiros melaços. Dois livros que são tão doces, tão doces, mas tão doces  que são quase delicodoces. E o melhor é que gulodices destas não engordam e podemos repetir quantas vezes quisermos.

Sim, adoro leituras leves, românticas, sem grande valor cultural. Gosto de histórias de amor que me fazem ficar a desejar a felicidade perfeita durante o livro todo. Em que até as tripas se me revoltam quando as coisas não correm como acho que deveriam correr. São pessoas que entram na minha casa, ainda que por um curto período de tempo, e que me fazem entrar, como espetadora, numa história que me agarra com força até à última palavra da última página.

O primeiro é “A Caminhar para o Desastre” de Jamie McGuire. Depois da leitura de “Um desastre maravilhoso”, mal soube da publicação desta obra, tive de fazer com que um exemplar viesse viver cá para casa.

Este livro é, basicamente, a história contada no primeiro mas do ponto de vista do rapaz. Trata-se da história de um bad boy e uma menina inocente (ou não tão inocente assim) que o destino juntou e que se deparam com dificuldades, sobretudo, causadas pelas suas próprias cabeças. Desengane-se quem achar que deve ser uma seca ler a mesma história contada por outra pessoa. Não é. Muitos comportamentos do Travis Maddox são aqui justificados assim como a interpretação que faz dos comportamentos da Abby Abernathy. Sim, é uma daquelas histórias com direito a “e foram felizes para sempre” que, basicamente, são as minhas preferidas.

 


 

O segundo livro é “Espero por ti” de Jennifer Armentrout. Penso que é o primeiro de uma trilogia. Depois desta enxurrada de livros eróticos, este também tentou incluir-se no grupo. Mas, pelo que li em críticas antes de decidir compra-lo, não devia ser assim classificado. Até incluíram na impressão da capa do livro uma bolinha vermelha mas parece-me errado. É tão só e somente um livro que descreve uma história de amor. Situações de vida complicadas levam Avery Morgansten e Cameron Hamilton a conhecerem-se num estabelecimento de ensino. Contra tudo o que seria esperado Cam torna-se no apoio, confidente e apaixonado que Avery precisa. Existiram comportamentos que não consegui compreender mas tudo acaba por se resolver. Esqueçam o facto de estar classificado como erótico. É um romance delicioso com direito a um final feliz.

 

Eu luto. E tu?

Vi hoje na televisão que se celebra o Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade. Não tem dia fixo porque, pelo que percebi, se verifica no penúltimo sábado do mês de Maio.
Infelizmente, a obesidade é uma doença muito presente na nossa sociedade e estudos recentes apontam para uma percentagem superior a 30% de excesso de peso nas crianças e adolescentes e obesidade em cerca de 14% nos adultos.
A obesidade é atualmente considerada uma doença crónica e uma das grandes preocupações da Organização Mundial de Saúde.
Acredito que é por tudo isto, e mais ainda, que existe um dia para celebrar o seu combate.
Na parte que me toca é uma realidade demasiado presente e para a qual acordei tardiamente. Apesar disso todos os dias saio da cama com vontade de lutar. Uns dias mais que outros, é verdade, mas em qualquer combate a força não é sempre a mesma. Até o Rocky precisou de um incentivo extra para ganhar aqueles combates todos.
Mas é isto. Lutar. Dia após dia. Celebrando pequenas vitórias e memorizando (e assimilando) derrotas. Sempre focada nos objetivos. Parece-me uma luta que merece ser lembrada.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Tem uma tatuagem? É um fora da lei…


É um energúmeno.

É uma vergonha.

É irresponsável, cheio de esquemas e dotado de uma languidez inacreditável.

Um negligente portanto.

Quantos de nós ouvimos pessoas fazerem este tipo de comentários acerca de uma pessoa simplesmente porque tem uma tatuagem?

Não interessa se é um bom cidadão, trabalhador, honesto, bom filho, bom marido, bom pai… whatever! Se “enfarruscou” (foi o que já ouvi) o corpo é porque se passa alguma coisa de muito errado com essa pessoa.

Como é que o facto de alguém ter gosto por uma forma, que pessoalmente, considero de arte pode ser automaticamente associado às piores caraterísticas socialmente (não) aceites?

Não tenho nenhuma tatuagem, é um facto, mas aprecio. Desde que bem feita, no sítio certo, com a dimensão adequada, não tenho nada a apontar. Olho com olhar de crítica para a imagem não para a pessoa. Já vi algumas que adorei e outras que até me arrepiaram. Provavelmente pelo risco de arrepio nunca experimentei fazer. Não é daquelas coisas em que se possa dizer “não ficou bem, pode apagar e fazer antes ali!”.Sei que muitas vezes trata-se de pessoas marcarem no corpo aquilo que mais profundamente lhes marcou a alma. Por si só. Sem qualquer exibicionismo associado. E que mal é que isso pode ter?

Como é que alguém pode perder uma oportunidade de trabalho por isso? Como é que alguém pode ser olhado de soslaio por isso? Como é que pode ser associado a outros comportamentos completamente díspares dos “normais” por isso?

Um exemplo inteligente é-nos dado pela FNAC. Local onde vemos profissionais com todos os gostos no que a esse assunto diz respeito. Pessoas que acredito serem contratadas por vários motivos que não esses. Ou até por uma discriminação positiva. Esta heterogeneidade diferencia a FNAC de muitos outros estabelecimentos comerciais. E por acaso ainda não ouvi ninguém criticar. Acho a FNAC umas das lojas mais agradáveis (e piores para o orçamento) para entrar e estar e ver e perguntar.

Gostava de saber quando é que a mentalidade de algumas pessoas vai mudar.

Dificuldades de ser mulher #15

Nunca mas nunca vi! Se alguém viu que por favor se acuse. Agora que penso nisso, o que pensarão eles de nós fazermos isso?

 Porque é que as mulheres vão a cerimónias em cima de primeiros, segundos, e algumas até terceiros andares e depois voltam ao rés-do-chão? Refiro-me obviamente a saltos altos!

 
Ah! E coisa e tal… mantemos a postura durante a cerimónia mas depois toca a correr (devagarinho porque os tacões não permitem mais!), para a saca que está na mala do carro, mudar de calçado. Sabrina, chinelo de dedo, chinelo de quarto, nada… vale tudo!

 
Nunca vi um homem passar por esta figura. Nunca vi um homem levar sapatinho apertado à cerimónia e depois ténis para a ramboiada…

 
Ser mulher é ou não é difícil que se farta?
 
(Para quem pensar: então porque é que não levam uns sapatos confortáveis desde o início?, eu respondo: e que piada é que isso tinha?)

Milllllllllllllllll… e um!

Podia escrever outra coisa qualquer mas apetece-me referir que com o último completei  mil posts,  títulos, textos, qualquer coisa.

O milésimo primeiro tinha de ser esta parvoíce.

Será que tenho fôlego para mais mil?

Dar-te o mundo

Todo.

É o que te quero dar!

Pudesse eu.

Faria um embrulho com tudo o que desejas.

Um embrulho para amar.

Mas fica já a saber que o meu mundo é todo teu.

Independentemente de lhe quereres pegar.

Um braço?

Pedes-me um braço?

Tens o meu coração, amor meu.

 Tontice a minha.

Não tens o meu coração!

Tens tudo.

Todo o meu corpo. É todo teu.

Mas então e o braço?

Sinto um vazio.

O braço que queres não é o meu.

É um braço que queres?

Paciência meu amor.

Porque o braço vai ser teu!

E um dia ainda dirás

Que fui eu quem to deu.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Percebo

Nunca se sabe quando são palmadinhas de amor. Hoje bato-te mas amanhã reconciliamo-nos.
Pronto! Não consigo escrever mais nada sem maltratar o homem (que por acaso até admirava e com quem partilhava muitas opiniões) intitulado bastonário da ordem dos advogados.
Eu não sei, mas basta-me imaginar quem quer que seja a bater no/a companheiro/a e a opção de não ser crime público fica logo excluída. Mas isso devo ser eu.
Talvez haja malta que só sinta compreensão e empatia depois de experienciar o que os experienciam. Cabeças de betão. Ou parvas.
 (A saber: "Quando o preceito que prevê o tipo de crime nada refere, o crime em apreço é público; quando se indica que o procedimento criminal “depende de queixa” estamos perante um crime semi-público; quando a lei refere que o procedimento criminal depende de “acusação particular” [além da queixa], o crime é particular.")

Finalmente

o Palito juntou-se ao resto do paliteiro...

(juntem um copinho de água que isso passa!)

Não sabes o que fazer sábado à noite?


Se não sabes eu ajudo!

Estás a ver a Rua de Serralves? Hotel Ipanema Park?

Pois bem. No topo desse edifício, que fica nada mais nada menos que no 15.º andar, existe a piscina do hotel transformada num lounge.

Aqui são recebidos todos os interessados, sem obrigatoriedade de estarem hospedados, num espaço descontraído mas cheio de pinta. Para além de uma vista fabulosa sobre a cidade.

O Zenith Loung apresenta-se como uma alternativa tanto da noite como dos finais de tarde. Nas fotos do espaço, disponibilizadas através do facebook, este parece-me moderno e um destino para a diversão e descontração que tanto precisamos num fim-de-semana ou no Verão. Está aberto até às 3 da matina para quem aguentar!
Fica a sugestão para quem quiser visitar!

Cansaço assumido do qual abdico

Estou cansada.

O telefone toca e não quero atender.

Falam para mim e não quero ouvir.

Perguntam-me e não quero responder.

Sinto-me isolada.

Ou talvez desolada.

Por vezes completamente anulada.

Incrível a forma como me consegues fazer sentir rasgada.

Por estas cordas que me amarram com demasiada força.

Tento, mas não consigo largar.

Este cansaço está a fazer-me fraquejar.

Serias ainda capaz de me amar?

O cansaço vem porque tu não estás.

Ninguém dá por isso e julgo-as más.

Julgam-te recôndito do meu coração.

São tolos, loucos, desconhecedores da realidade.

Talvez seja parvoíce ou então vaidade.

O meu coração é teu. E dele não abro mão.

Mas por vezes vacila a resiliência face à tua ausência.

E sinto-me cansada. Tão cansada.

Nua por dentro nos momentos em que relembro.

O vento frio sopra e a nudez é acentuada.

Fazes-me tanta falta… que até me sinto cansada.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Surpresa! Não quero!


Palavras… daquelas que nem quero ouvir falar, mas a que a certa altura começam a fazer parte do meu quotidiano. Volta e meia lá entra inesperadamente numa conversa… e tudo o que desejava era nem saber que ela existia.

Costuma dizer-se que há gestos que valem mais que mil palavras. Também acho que há palavras que têm um impacto superior a mil gestos.

Foi com surpresa que percebi que ia tê-la presente na minha vida. Ainda não sei se durante muito ou pouco tempo. Mas parece-me para sempre. A realidade é que terei de aprender a viver com ela. Ainda não aprendi, mas vou aprendendo, todos os dias… a vida assim o obriga.

Mas surpresas destas não gosto, não quero! Nem para mim, nem para ninguém! São chatas, tiram-nos o sono, fazem-nos questionar muita coisa e em dias menos bons deixam-nos completamente em baixo.

Surpresas destas não deviam existir!

Apenas duas coisas

Primeira:
Sou portista de corpo e alma que concorda com o Quaresma estar fora dos convocados para a Seleção de Portugal no Mundial de 2014. O rapaz joga bem, tem jeito para a coisa, mas pessoalmente acho que não chega. Tem muito tino para ganhar assim como humildade. Cabecinha portanto. É o que lhe falta para ser um jogador à altura duma seleção.
Se calhar está na altura de me começar a portar como deve ser!
Segunda:
Sei que vem tarde, talvez já nem tenha nada a ver, mas achei tão divertido que tinha de publicar. Uma das coisas que mais me fez rir nos últimos dias foi:
O Benfica este ano está mesmo com vontade de vencer tudo. Até a filha do Barbas venceu o Festival da Eurovisão.

Argos amu ed oiraid #3


Só à minha maneira é que é!
Mesmo que se consiga a mesma coisa de uma forma ligeiramente diferente… daquela maneira é que deve ser feito.

A estupidez humana no domínio de todo o conhecimento

Sim?

Não.

Não?

Sim.

Estarei louca ou serei estúpida.

Foi mas não é.

É mas não foi.

Ignorante.

Talvez não.

Sei?

Não sabes.

Não sei?

Não sabes.

Não saberei?

Talvez não.

Então não.

Claro que sim.

Mas como sabes tu?

Sei tudo, diz o roto ao nu.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Pensamento profundo #16

Diarreia mental. É o que definitivamente me está a atacar.

Parece-me que estou palerma. Verdadeiro sintoma de uma enferma.

Há alguém que queira perder um acontecimento destes?

Para comer a malta está sempre pronta (ai a dieta…). Neste contexto ainda melhor. Este evento foi, até agora, apenas organizado em Lisboa. Este ano temos o prazer de o receber no Porto.
Mas afinal estás a falar de quê?
Calma! A menina já explica. Preparem-se para babar:
Este evento irá decorrer entre os dias 22 de Maio e 8 de Junho e basicamente trata-se de uma forma de convívio, de sabor, de diversão. Circular pelas ruas do Porto e entre conversa, gargalhadas e uma ou outra bebedeira, ir provando petiscos de comer e chorar por mais. Que tal? Quem é que faz sugestões espetaculares?
Pelo que consultei as tapas terão um custo de 3,00€/unidade e o conselho é de acompanhamento das mesmas com uma cerveja. Mas não é uma cerveja qualquer. É a cerveja Estrella Damm. Não conheço, nunca provei, mas parece-me que lá vou eu ficar rebelde outra vez!
Um evento a aproveitar sobretudo se o São Pedro der uma ajuda. No link acima poderão consultar as informações acerca deste evento assim como posteriores atualizações nomeadamente o mapa de aderentes.
Vamos tapear por essas ruas fora?

Corro… a ouvir o quê? #1 AC/DC - You Shook Me All Night Long

 
Ora muito bem. Nova rubrica. Agora não sei outra. Qualquer dia esgotam-se-me as ideias e depois quero ver.
A criação desta rubrica deve-se ao facto de eu fazer questão de treinar sempre com música. Daquela que considero boa e que, regra geral, estabelece o ritmo a que corro.
Por vezes acontece-me gostar muito de uma música, mas depois a correr ou a treinar acho que não encaixa… ou o oposto, adiciono esta ou aquela, por descargo de consciência e depois acho que faz todo o sentido.
Portanto, as músicas aqui sugeridas serão previamente testadas pela je! No caso de mais alguém precisar de ideias faça o favor. Porque de facto ir renovando a playlist ao longo do tempo é muito importante, caso contrário, deixa de ter impacto, na maior parte dos casos.
A música que estreia esta rubrica dispensa apresentações. É para ouvir com o volume bem alto… e não acredito que haja uma única pessoa que consiga ficar quietinha a ouvi-la. Os pés começam a bater no chão sem se aperceberem, a cabeça a abanar e as mãos a bater nas pernas. Quando derem por ela estão a correr mesmo sem querer! Só é pena ter fim. Excelente esta música!
 
 

 
 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Treino #33

Sábado de manhã… sol maravilhoso, vontade de correr e está feito. Junta-se a fome com a vontade de comer e é só sair de casa e dar à perna.

O tempo estava ótimo, a praia ainda melhor (e imensa gente a trabalhar para o bronze). Ia com ideias de correr na Madalena, mas no caminho lembrei-me de ir pela marginal a partir da ribeira de Gaia. Perto da Afurada apeteceu-me parar o carro e começar a correr.

Enquanto me apetrechava toda decidi ir para a esquerda. Em direção a Espinho portanto. Para muitos esta descrição pode não querer dizer nada, mas a mim diz-me muito. A espontaneidade de fazer o que me apetece onde me apetece. Até definir um destino inicial e simplesmente porque me apeteceu parar noutro sítio… olhar para um lado e para o outro e decidir “pode ser por aqui”. Este livre arbítrio é de tirar duas toneladas de cima das costas. É de originar um sorriso no rosto. É de estar bem com a vida.

A juntar a isto ainda tinha adicionado umas músicas novas à playlist dos treinos. Maravilhoso, simplesmente maravilhoso. Só tive pena do tempo limitado que tive para correr. Soube-me melhor que um manjar!

Melhorei ligeiramente o tempo comparativamente com uma corrida de aproximadamente a mesma distância. Não percebo como é numa corrida da mesma distância (até inferior) no dia 8 de Maio aparece-me um gasto de 612Kcal e desta vez só 360Kcal. Mas nem quero saber, o estado de satisfação com que terminei vale tudo! Tô nem aí, tô nem aí…

E quando uma pessoa julga que já viu tudo #3


No Sábado tive oportunidade de ouvir na Rádio Comercial uma parte da entrevista que a Jéssica Augusto deu ao Vasco Palmeirim e Nuno Markl acerca do seu livro.

 

“Do primeiro quilómetro à maratona” ainda não consta da minha biblioteca, mas vai ter de ser lá adicionado até porque, pelo que percebi, tem uma dicas para quem quer correr/corre.

A determinada altura da entrevista falaram acerca da companhia da música nos treinos. A Jéssica mencionou que ouvia de tudo um pouco, mas que precisava de alguma atenção à cadência da música pois, sem dar por isso, havia alturas em que estava a ritmo de competição quando pretendia treinar. (No meu caso, posso estar completamente estafada mas se der a música que já mencionei como nitro das minhas corridas não consigo resistir a dar o tudo por tudo naqueles cerca de dois minutos e meio.)

Depois o Vasco questionou relativamente ao facto de não ver atletas nas maratonas com phones, o que significava que ninguém optava pela companhia da música nesta competição.

E foi aqui que fiquei pasmada: a música no atletismo é considerado doping!

Poderá haver quem concorde, eu apenas fiquei pasmada. Para mim doping implica a existência de uma substância física, tangível, dentro do organismo.

Por definição doping significa: “administração ou uso ilícito de substâncias químicas que melhoram artificialmente o desempenho de um atleta ou animal em competições desportivas


Alguém acha que música pode aqui ser incluída?

Fiquei ainda a saber que uma atleta, penso que australiana – mas não tenho certeza, ganhou uma maratona e entretanto descobriram que ela se fez acompanhar de música na prova. Foi desqualificada por este motivo!

Nunca me passaria pela cabeça um dia vir a ouvir isto…

Pensamento profundo #15


Porque é que quanto melhor sabe, pior faz?

Podiam inventar produtos super saudáveis a saber a coisas que sabem muito bem… nabo com sabor a camarão, sopa com sabor a limonada… essas coisas!

domingo, 18 de maio de 2014

Somos uma salada mista


Declarações de amor. Daquelas que aquecem.

Como eterna romântica, menina que gosta, de ler romances, ver o pôr-do-sol sentada na areia, receber flores em datas especiais, ficar deitada no sofá com uma manta a aquecer o corpo enquanto o coração e alma são aquecidos pela tua presença, gosto de declarações de amor.

Amo-te.

Palavra simples, com tanto significado.

Amo-te.

Dita com frequência, nem sempre a desejada.

Amo-te.

Com a carência do momento pedi-te uma declaração de amor. Pedi-te que traduzisses em palavras, naquele momento, o que sentes por mim.

Amo-te.

Talvez, podia ser…

Amo-te.

E a originalidade?

Amo-te.

E aquele riso que só tu me consegues tirar?

Amo-te.

“Tu és a alface e eu sou o tomate!”.

Amo-te.

Pode até ser um lugar comum, mas na nossa perfeita imperfeição, criamos aquele riso tão nosso. Tão perfeito.

Amo-te.

Somos uma salada mista. E podia ser melhor que isso?

Amo-te.

Acho que não.

Amo-te.

Sei que não.

Amo-te!

sábado, 17 de maio de 2014

Já não basta as tardes! As noites vão pelo mesmo caminho!


Quase esquecia mas não posso deixar passar o assunto em branco.

Sábado à noite. Sofá.

As semanas anteriores eram uma repetição constante da lembrança do início do sabadabadão. A Júlia e o Baião ainda não tinham surgido nesse formato e já não os podia ver. Logo à partida associei este programa a alguma coisa do género do big show sic, mas pior. Porque juntar o João Baião e a Júlia Pinheiro no mesmo programa é muita fruta.

No zapping usual de quem vê televisão num sábado à noite passámos pelo referido programa. Gastei uns 10 minutos da minha vida a ver um miúdo com vinte e tal anos e uma senhora com uns sessenta e muitos a despirem-se (de roupa o rapaz e de acessórios a senhora) a troco de dinheiro. No final amealharam, cada um, 1.000,00€ e como o rapaz ficou em pelota ainda tive a possibilidade de vislumbrar a lateral despida num movimento impensado que este teve.

Durante esses 10 minutos era gente a dizer “ela que tire a camisola”… senhora de sessenta e tal anos em soutien. Outras senhoras (de idade aproximada) a dizerem que se ela não tirava iam lá elas tratar do assunto e fazer aquilo como deve ser.

Podridão total portanto. Sempre foi assim, as pessoas por dinheiro perdem o tino. Mas por momentos até senti vergonha. Demasiado degradante.

E uma coisa é certa. Não tenciono gastar nem mais um minuto com aquele programa.

Júlia e Baião, vão dar uma grande volta ao quarteirão!

É o que tenho a dizer sobre este assunto.

Pensamento profundo #14


Ter a possibilidade de ir para um recinto, sem regras de trânsito, sem limites de velocidade, com uma bruta duma máquina e libertar esta vontade toda que tenho cá dentro de acelerar a fundo. Isso é que era…

sexta-feira, 16 de maio de 2014

E quando uma pessoa julga que já viu tudo #2 - O outro lado de emagrecer


Hoje de manhã ao escolher a indumentária deve ter caído sobre mim um raio de bom gosto. Nunca pensei que umas calças de ganga e uma camisola fossem dar origem a tanto. Pessoas com quem me cruzo diariamente hoje elogiaram-me e questionaram-me acerca da minha perda de peso. Perguntaram-me o que andava a fazer e felicitaram-me pelo esforço e pelos resultados obtidos.

Entretanto saí para almoçar. Cruzei-me com uma pessoa e:

M.: Oh C. (outra pessoa), já viste como a S. (eu) está mais magra? É uma diferença… emagreceu muito.

S.: Também não é assim tanto. Já emagreci um bocado, mas não o que preciso.

(Sempre que me elogiam tenho tendência para não entrar em grande histeria. Tenho consciência do longo percurso que me falta percorrer. Para além disso cada vez mais percebo que as pessoas não têm noção do meu peso. Se soubessem…)

C.: Sim, bem mais magra… tem de dar a receita à minha filha.

S.: Não tenho grande receita. Tenho ido ao ginásio com regularidade e cuidado com a alimentação.

(Não tanto cuidado como seria desejado, mas devagar se vai ao longe!)

E aqui aproxima-se um homem (P.) que me mostra o outro lado de emagrecer:

P.: Você está a ficar seca! O que é que está a fazer para ficar assim?

(Seca? Seca? Ai o caraças – para ser simpática - já! Eu estou seca e tu a precisar de óculos!)

S.: Ginásio e alimentação. (com sorriso amarelo incluído)

P.: Está a ficar assim só com ginásio? (Com um olhar de cima a baixo incluído)

S.: Sim…

P.: hummmm, não sei! …

(agora o meu pensamento não foi caraças foi mesmo cara(wait for it)lho!)

Quer dizer, anda uma pessoa e levantar o cu da cama todos os dias, a beber água como pessoa desidratada (ou seca até), a correr para a casa de banho de 5 em 5 minutos (porque parece que está com ligação direta), desconsolada de (quase) tudo o que faz mal e o fulano duvida que seja apenas esforço e disciplina própria?

Segurem-me que me vou a ele!

Lembro-me de há uns anos atrás fazer comentários sobre o que eu comia (almoçávamos no mesmo sítio). Numa altura levei uma dose de comida para casa para o meu marido provar aquele prato e gozou-me durante tempos infinitos, como se fosse devorar tudo aquilo num canto escondido qualquer.

 Agora emagreço e ele acha que só pode ser com medicamentos ou tratamentos, ou o raio que o parta  que eu não sei o que lhe vai na cabeça.

Gente a evitar é o que digo… presunçoso de mer(wait for it)da!

Treino #32


Depois de ontem ter dado o merecido descanso ao corpo, que o rapaz andava a guinchar por todos os lados, hoje optei por uma corrida em lugar do ginásio.

E há coisa melhor do que logo pela manhã sair à rua e levar com o sol no rosto?

Não, não há… é uma boa energia, tão grande, que se espalha por dentro, que só tive pena de sair um bocado tarde de casa para correr.

Começou por me dar uma vontade louca de partir do telemóvel em bocadinhos. Esta história do GPS nos android é coisa para me deixar com o cabelo em pé e o nariz a fumegar. Levou para aí uns 10 minutos a apanhar a coisa como deve ser e só nessa altura comecei a correr.

Treino curto mas tão agradável. Mesmo bom. Pouco vento, algumas pessoas a correr, sol cujos raios pareciam transmitir saúde. Que mais se pode pedir? Pernas e pulmões que aguentem mais. As pernas ainda vão, agora os pulmões… valha-me nossa senhora (sim, eu sei! Não é preciso dizerem!).

O rendimento ficou aquém do expetado, mas é largamente compensado pelo orgulho , alegria e boa disposição que um treino matinal traz incluído:
 
 

Sugestão - até pode ser companhia na praia durante o fim-de-semana

Para quem trava uma batalha idêntica à minha sugiro:
 
 
Dieta das Princesas, de Catarina Beato. Com muita coisa diferente e tanta idêntica, encontrei neste livro compreensão, justificação e até empatia. Fez-me olhar para as mudanças mais recentes na minha vida de uma forma diferente. Perceber que afinal não sou uma freak porque muitas pessoas viveram de forma igual apesar dos motivos diferentes. Só espero ser tão bem sucedida na minha demanda como é a Princesa Catarina!

Memórias #17


Decorria o ano de 2000. Acho que ainda não estava sequer na universidade e como tal ainda me encontrava na timidez e inocência dos meus 17 anos.

Namorava há pouco tempo e lá veio o dia do fatídico acontecimento: primeira refeição a dois. Oh qui carago, agora é que vai ser…

Adivinhem lá qual foi o menu? Pizza, pois que a menina não gosta nada. Ainda me lembro. Era da Telepizza, gigante e cheia de coisas boas (já disse que ando cheia de saudades de enterrar a dentuça numas fatias destes pecados… controla S., respira, focus!)

À frente… na altura já era gorda, mas o que a minha mente brilhante pensou foi: ok, se eu comer pouco ele vai perceber que sou gorda por uma injustiça qualquer da natureza… sou gorda mas é uma espécie de fado que tenho de carregar,  nada a ver com o que entra cá para dentro do bucho .Vai pensar que se fosse pelo que como, seria magrérrima!

Estão a imaginar? Portanto, uma pizza gigante com tudo o que gosto, cheia de fome e com ideias de parecer uma anorética injustiçada! O resultado foi uma e apenas uma fatia de pizza que comi demonstrando grande sacrifício, como se aquilo fosse um verdadeiro terror. O rapaz até teve de me dar uma parte à boca, porque com duas trincas estava a transbordar.

Depois disto, quando vim embora e cheguei a casa, parecia um leão esfomeado… estava com tanta fome, mas tanta fome que até me doía o estômago. Comi como se não houvesse amanhã, desconsolada por não ter comido pelo menos mais uma fatia de pizza mas com orgulho porque tinha provado que a minha gordura em excesso era destino inevitável!

Volta e meia ainda hoje falamos disso. Que figura…

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Pensamento profundo #13


Será que existe uma nova moda de que, ainda, não me apercebi:

Dizer “agora não posso” cada vez que alguém fala para nós!

Saltos altos – a beleza e o sofrimento

Pessoalmente acho que uma mulher fica muito mais sensual de salto alto do que raso.

Admiro e confiro o mérito às mulheres capazes de caminhar em cima de saltos de 15cm como quem anda descalço em cima de relva fofinha. Acho que algumas mulheres não têm a mais pequena ideia da figura que fazem com saltos mais altos do que a Torre Eiffel e, nestes casos, acho que a beleza cai por terra.

Quanto a mim, funciona por fases. Tendendo sempre para os saltos mais baixos, de preferência rasos e no limite uns 5cm, durante os últimos anos foram a constante em que os meus pés viveram. Para um casamento ou outro evento poderia ir um pouquito acima disso, mas a coisa muito controlada.

Até ao último batizado. Algum tempo antes começou a busca e depois de várias experiências lá me decidi pôr em cima de uns sapatos com salto alto (não muito, mas que para mim eram assim muito parecidos com os Pirenéus!). Fizeram-me sentir como uma verdadeira princesa. Mal os calcei, apesar do conforto não ser a primeira caraterísticas que ressaltaria, senti-me outra. Senti-me bonita. Com a opinião do marido no mesmo sentido, apesar dos saltos somados aos meus 1,78mt ficar mais alta que ele, a decisão foi definitiva.

Perguntassem-me há um ano atrás: então e salto alto? É muito bonito, mas para mim não, muito obrigada. Gosto de me sentir confortável, quero lá saber dessa história do bonito para alguma coisa…

Hoje acho que compensa. Chego ao final do dia com os pés e as pernas mais cansados do que se andasse de sabrina (obviamente!), mas sinto que passei o dia a fazer festas à minha auto-estima. E isso não tem preço.

Não tenciono, nem vou, usar saltos altos todos os dias, mas a beleza que sinto pelo facto de os calçar fazem com que valha a pena de vez em quando andar mais devagar mas com muita satisfação.