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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Penúltimo dia do ano

E tudo a pensar como vai ser a passagem do último para o primeiro do que vem, não é?
Faz favor de se concentrar no trabalhinho quem trabalha! Ai, ai, ai, ai, ai...

Perus… os melhores de sempre!

Sábado à tarde e o que seria mais improvável para nós… uma ida ao cinema.
O filme: A Revolta dos Perus
 
Aquilo que poderia ter sido uma coisa sem sal e sem grande piada traduziu-se na nossa ida ao cinema mais divertida de todos os tempos! E porquê? Porque tínhamos o nosso afilhado connosco.
Uma das coisas que mais desejávamos era ter um serão com o nosso afilhado e foi finalmente possível. Adoramos tê-lo no nosso meio na sala de cinema, distrai-lo enquanto o filme não começava, tirarmos fotos em que a certa altura ele já se punha com poses divertidas só para nos ouvir rir, todas as perguntas que foi fazendo ao longo do filme e cada pipoca que me deu!
Ao ser madrinha, tenho automaticamente um sentimento de pertença, orgulho, carinho e proteção parente os meus afilhados, mas é impressionante como cada minuto passado com o nosso D. fez crescer mais um bocadinho todos esses sentimentos.
O filme não foi nada de especial, mas ao mesmo tempo não podia ser melhor.
A hora de nos despedirmos chegou depressa demais e só ficou a vontade de repetir… adorámos de coração e verdade seja dita, ele portou-se lindamente!
E já fizemos os compadres prometer que iríamos voltar a fazer o mesmo, preferencialmente num futuro muito próximo!
 

Solidariedade seletiva!

Poderia começar por um ditado popular: A cavalo dado não se olha o dente!
Natal é uma época de compreensão, aceitação, tolerância, solidariedade, amizade, amor e tudo e tudo…
No que respeita a solidariedade cada um ajuda como pode e como quer, mas este ano houve duas situações que me pasmaram. Provavelmente houve muito mais situações do género, mas destas duas tive conhecimento e sinceramente tento compreender o ponto de vista de toda a gente, mas não posso concordar.
Um blogue que costumo acompanhar é A Pipoca Mais Doce e em meados de Novembro fiquei boquiaberta quando li que uma Instituição de Apoio a Animais rejeitou a ajuda porque a pessoa em questão possui casacos e malas em pele… (http://apipocamaisdoce.sapo.pt/2013/11/tens-uma-carteira-em-pele-ma-pessoa-e-o.html ) oi??? Não percebi!?
 Será que dava para perguntar aos animais em questão se eles queriam o apadrinhamento ou não!?
A outra foi de uma notícia que se tem repetido em todos os noticiários. Trata-se de um calendário solidário que os Bombeiros de Setúbal (com a concordância da Câmara Municipal de Setúbal) decidiram criar com o objetivo de ajudar a Cáritas. Cáritas é a instituição que recusou a ajuda. Instituição que se rege por valores como: caridade e justiça social, compaixão, partilha, subsidiariedade e universalidade acha que a ajuda destes bombeiros é inadequada e impura para ser aceite.
Bombeiros de tronco nu são coisas do demo e inaceitáveis. Homens que para além de arriscarem a sua vida para prestarem apoio a pessoas que muitas vezes não conhecem de lado nenhum, ainda se prestam a serem fotografados nestas poses para fins solidários, são comportamentos impróprios. Conservadorismo, princípios ou simples ignorância?
A questão mais premente que me surge é: se um/uma traficante de droga, violador, ladrão,…, mandasse um cheque bem chorudo para qualquer uma destas instituições seria rejeitado e/ou devolvido?
Ouvimos todos os dias coisas nas notícias coisas que nos aterrorizam, dentro da igreja, dentro de instituições, dentro de famílias,…, como é que uma mulher que compra algumas peças de moda em pele e um grupo de homens que se despem (parcialmente) para um calendário podem simplesmente ser recusados enquanto ajuda para instituições de apoio aos mais desfavorecidos? Não encaixa cá dentro, mas se calhar sou eu que estou errada.
Nota extra para o Tiago Silva (mês de Agosto): rapaz continua assim, estás a ir muito bem!
 

Sempre o lado positivo

O bom de trabalhar nestes dias é o trânsito. Geralmente parece que por muito cedo que saia de casa chego sempre atrasada. Neste dias, por muito tarde que de casa chego sempre a horas.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Memórias #4

Quem já casou sabe bem do que falo. É uma lista interminável de coisas para tratar, com direito a algumas dores de cabeça. Alegrias, mas por vezes também algum desânimo.
Uma das tarefas que resultou em desânimo foi a escolha do vestido de noiva. Aquilo que acredito ter sido o prazer de muitas mulheres foi para mim um verdadeiro desafio, difícil de ultrapassar.
Depois de um serão à procura do dito cujo, em que o que me valeu foi a companhia da minha mãe e das minhas amigas (muito obrigada pela vossa paciência) cheguei a casa desanimada e um pouco cabisbaixa.
Entretanto o meu irmão chegou a casa e viu-me assim…
Ele: Então S. que tens?
Eu: Oh! É o vestido de noiva… não encontro nada que me fique bem! Não me é nada agradável a ideia de ir com uma coisa gigante, só tecido…
Ele: Mas então o que querias?
Eu: O que eu gostava mesmo era de ir de calças de ganga. À vontade, para me poder mexer e me sentir bem!
Ele: Oh S., mas então porque é que não vais? Qual é problema de ires de calças de ganga? O que interessa é que te sintas bem! Eu acho… mas tu é que sabes!
E ainda hoje me lembro dessas palavras! Na altura continuei desanimada, mas hoje, quando me lembro fico sempre com um sorriso! Naturalmente fui de vestido de noiva e tudo o mais a que tinha direito (independentemente de o querer, fui como manda a sapatilha), mas foi muito importante o apoio do meu irmão. Só ele é que me entendeu…
Foi isso e foi no dia do casamento… meu irmão, meu padrinho de casamento! Quando o RP terminou os votos o meu irmão teve a lucidez de lhe dizer:
“Já foste RP!”
(Porque um padrinho tem sempre a obrigação de nos chamar à razão! E quem diz a verdade não merece castigo!)

Natal cá por casa #8 – para acabar

Para terminar com os detalhes do Natal cá por casa falta-me mostrar as últimas “criações” no que a Cake design diz respeito.
Tive duas encomendas… uma foi de um bolo para o jantar de Natal de uma empresa… outra foi de um conjunto de cupcakes para oferecer às clientes como lembrança de natal num centro de estética.
Ambas me deram um grande gozo e gosto mesmo de me dedicar a estes pequenos projetos.
O resultado foram:
Um bolo de chocolate com recheio de frutos silvestres.
 


Vários mini bolos (alguns deles de chocolate) recheados com frutos silvestres ou recheio de avelã (tipo nutella).
E acho que consegui alegrar mais um bocadinho o natal de algumas pessoas, o que me dá uma grande satisfação!

Nostalgia

Últimos dias do ano… altura em que começamos a fazer o balanço do que tínhamos previsto no início do ano, os objetivos que foram alcançados, os planos adiados, as decisões tomadas, as dificuldades ultrapassadas.
Altura de planear o próximo ano e estabelecer novos objetivos, esboçar novos planos.
Sentimos aquela nostalgia depois do Natal… tanta euforia, organização e planeamento e já passou.
Vamo-nos agora arrastando ao longo desta contagem decrescente com o entusiasmo de um novo ano a aproximar-se, uma nova etapa, uma nova oportunidade, uma lufada de ar fresco… e por outro lado, o medo do que vamos encontrar do outro lado da porta, o receio do desconhecido e interrogação do que o futuro nos guardará…
Será que é desta? O que mudará?
Dia após dia, vamos abrindo as portas, vamo-nos deparando com o bom, o mau e o assim assim. O bom mima-nos e trata-nos bem, o mau abana-nos, às vezes até nos faz cair, mas sempre que nos levantamos fazemo-lo com uma força redobrada e o assim assim é a velocidade cruzeiro igualmente importante para não andarmos sempre na montanha russa.
É altura de retemperar energias porque se aproxima um novo ano, uma nova batalha! E 2014 vai ter de ser bom! E vai ser… porque acima de tudo depende de nós!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Coisas que não compreendo #3

Os mais idosos serem os mais apressados. Pessoas reformadas que gostam de estar/passar à frente de todas a gente, seja na fila do supermercado, nos correios, no banco, nas rotundas, onde for. A maioria das vezes parece-me que não têm mais nada para fazer mas agem sempre como se tivessem uma agenda preenchidíssima e um bando de filhos em casa à espera para dar de comer.

Natal cá por casa #7

Já passou, mas existem memórias que ficam e algumas vão permanecer por muito tempo!

O mais importante, as pessoas que tive comigo. E uma surpresa maravilhosa no dia 23 e outra no dia 24…
Mas antes disso, pela primeira vez, desde há 31 anos que vivo no distrito do Porto, fui ver a árvore de Natal à Avenida dos Aliados. E foi muito divertido… uma quantidade imensa de gente a fazer o mesmo que nós e apesar do frio que fazia o calor humano era inebriante.
Aproveitamos também para dar uma volta a pé pelo centro da cidade e ficamos agradavelmente surpreendidos, principalmente a Praça Carlos Alberto que foi recentemente recuperada está muito agradável. A voltar certamente.
 
Por esta altura os presentes estavam maioritariamente tratados. Fica sempre um pendente quase até ao último dia e eu ansiosa por declarar a tarefa das prendas terminada. Depois de comprar foi altura de embrulhar que é das coisas que me dá mais prazer. Invento laços, tento fazer todos diferentes, de alguma forma personalizar. A oferta de uma prenda é um gesto de carinho e amizade e não carne para canhão, por isso todos os embrulhos são feitos com especial atenção.
 


Finalmente, o dia 24, é dia de estar agarrada aos tachos e panelas, a fazer doces e salgados, num ambiente quentinho. Com uma boa disposição e um espírito de entreajuda e compreensão que deveria ser comum a todos, calmamente vamos acrescentando as travessas à mesa e preparando a reunião familiar que se aproxima.
 


Na companhia da família mais um serão é passado, mas o Natal só vai a meio. No dia 25 encontramos aqueles que faltam. Entre gargalhadas e barrigadas passou-se mais um.

Sou só eu?

Com ressaca depois do Natal, hoje é dia de voltar ao trabalho.
Impressionante como nos dias em que estou de férias ainda é quase de madrugada e eu acordo sem despertador, pronta para fazer tudo. Parece que o corpo tem medo de que o dia passe sem dar por ela e desperta por iniciativa própria.
Era de esperar que num dia de semana, dia de trabalho, acontecesse o mesmo, não é? Néeeeeeee… o despertador toca e parece que ainda só dormi metade daquilo que devia.
Com uma valente dor de cabeça, um sono que parece que não durmo há uma semana, hoje é dia de voltar à vida normal. O que vale hoje é segunda-feira e amanhã é sexta. Gosto tanto destas semanas pequeninas…
Bom dia! Bom trabalho para quem trabalha… bom descanso para quem descansa!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

excelente natal

Só uma fugida para desejar um natal como se quer! Com todos os desejos concretizados... Ai que as rabanadas estão a queimar... Beijos para todos!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Anjos & Susana - Nesta Noite Branca



Existem duas músicas que anualmente não falham cá em casa! Esta é uma delas... gosto!

Natal cá por casa #6

Prendas de Natal oficialmente todas tratadas. Agora falta a parte mais divertida... Felizmente não precisei de ir a nenhum centro comercial este fim de semana!

sábado, 21 de dezembro de 2013

muito pequenino

sabem a máxima: a vida  são dois dias e um já vai na conta? pois bem, hoje é dia de aproveitar ao máximo porque o dia vai passar num instante.  hoje é o dia  mais pequeno do ano.  por isso aproveitem bem e MUITO BOA SORTE para quem tiver de se enfiar  num shopping!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Secret Lie - Love Me Until the End of Time HQ



Sempre que ouço esta música no rádio, algo que acontece frequentemente, estou sempre à espera que a certa altura intervenha o Eminem ou até mesmo o Pitbull!
A moça tem uma voz afinadinha, canta muito bem, mas a música dá-me um bocado cabo dos nervos... estou sempre à espera de um "yeah, yeah, love me until de end of time, yeah, yeah!", mas nada!
Vá lá Eminem, Pitbull, cheguem-se à frente para melhorarem (na minha opinião) esta música interessante, mas sem sal!

Coisas que não compreendo #2

Pessoas que se sentem tão infelizes e desgraçadas com a vida que têm que a sua única preocupação é humilhar os outros com coisas que em si consideram pontos fortes.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Não há cidade mais linda



Que o nosso Porto! :) Só se for o Porto à noite! ;)

Nitro das minhas corridas (The Darkness - Get Your Hands Off My Woman)



Este é o nitro das minhas corridas...
Sempre que estou a morrer, quase no final do treino, quando acho que já não aguento mais, mas quero fazer um último esforço, fazer mais um bocadinho do que aquilo que acho que aguento, esta é a música que injeta a energia necessária.
Dá-me um speed… que pronto, já fui! Corro, "sprinto" mesmo… e geralmente a música termina e eu fico com vontade de vomitar, mas isso agora não interessa nada!

Fica a recomendação! J

E agora que comece!

A verdadeira contagem decrescente para o Natal. :)

Só tenho pena de não poder aproveitar para umas corridinhas. Mas o S. Silvestre achou por bem deixar-me com uma valente constipação de lembrança.
Espero até ao Natal ainda ter oportunidade de olear a máquina! :)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Natal cá por casa #5

Último dia de trabalho antes do Natal, dia de dar uma lembrança aos colegas. Existem naturalmente pessoas das quais me sinto mais próximas, mas numa altura com tanto significado como esta não consigo optar por umas pessoas em detrimento de outras para presentear com uma pequena lembrança. Ou dou a todos, ou não dou a ninguém.
Assim sendo, o fim-de-semana foi de produção industrial de bolachas! J
Para meu prazer fiz algumas experiências e dediquei-me a esta tarefa com gosto e aprumo!
Entre amassar a massa e cozer as bolachinhas:
 
Decoração das bolachas:
 

Ensacamento e fecho:
 

Foi uma alegria… acho que tive mais prazer eu a faze-las do que as pessoas vão ter a come-las. No final das contas é isto que eu gosto, confortar o estômago da malta com miminhos saborosos! J
Tive uma grande ajuda por parte do RP que nas diversas fases foi sempre provando uma ou outra bolacha para garantir que as mesmas ainda mantinham a devida qualidade. Não devia escrever isto, mas a verdade é que fico toda contente quando me rouba mais uma. É sinal de que gosta, mas de vez em quando lá tenho de resmungar, está na minha natureza (um sorriso interior exteriorizado com uma reclamação)! Mas marido, podes continuar a roubar bolachas à vontade.
Depois acho imensa piada à diferença entre o comportamento entre homens e mulheres.
As mulheres guardam religiosamente o embrulho, acredito que levarão para casa e mostrarão à família para depois partilharem todos juntos.
Os homens é logo zás trás, abrir e tirar a prova e depois vêm em fila declarar a sua aprovação!
E assim se vive o Natal por casa e pela empresa!

Treino #20

Sábado de manhã, praia da Madalena lá fui eu… Nunca tinha ido para aqueles lados caminhar/correr e por isso tive uma agradável surpresa. Toda aquela marginal agora tem uma ciclovia, os passeios têm largura suficiente para correr, por acaso está muito bom!
Quando lá cheguei vi pessoas a correrem pelo passeio e fui pelo mesmo caminho… Mas não me estava a sentir lá muito bem, aquela estrada é muito movimentada e eu não estava a gostar de ter aqueles carros todos a passar por mim, sentia-me demasiado exposta. Mas ao passar por dois prédios, no meio tinha uma passagem para um passadiço que não sabia como era, mas lembrei-me da experiência em Matosinhos. Por isso decidi correr o risco e ver no que dava. No máximo dali a meia dúzia de passos tinha de voltar para trás e continuar no passeio, mas a verdade é que não podia ter feito melhor escolha. O passadiço passa junto ao mar, num percurso de 15Km. A paisagem não se podia pedir melhor, o mar estava revolto e a sua imensidão parece abraçar-nos e dissolver-nos, vi arco-íris, muitos cães a serem passeados pelos seus donos (que inveja). Numa palavra… fenomenal!
Estava sempre com vontade de parar para tirar fotos, mas não podia ser. Pergunto-me como é que vivi para aqueles lados tantos anos e nunca me apercebi daquelas infraestruturas tão boas para a prática deste desporto.
A repetir… MESMO! Adorei!
Resultados:
Distância – 4,42Km
Tempo – 35:21


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Receitas e mais receitas

Com um aumento exponencial das visitas a este blogue verificado nos últimos dias decidi tentar perceber o que se procura por cá...
Tento diversificar os temas... com experiências, opiniões, notícias que ouço. Abordo assuntos que vão desde a atualidade até à culinária, passando por desabafos e desafios pessoais e até por peripécias matrimoniais.
Não posso dizer que este blogue seja disto ou daquilo, mas pelo que percebi na análise que fiz, basicamente só cá vem quem pesquisa receitas.



Nicho de mercado identificado!

Mas vou continuar a publicar de acordo com o que me apetece porque assim é que me dá prazer! :)

Memórias #3

Apesar de não valorizar muito o aspeto físico, desde a adolescência que volta e meia me dava para fazer uma dieta, que geralmente se traduzia em poucos dias de muito sacrifício.
Lembro-me perfeitamente de a minha mãe me chamar a atenção para eu ter cuidado com o que comia, principalmente quando pedia mais um bolo ou um gelado. Mas depois quando me via a ter cuidado, a comer pouco dizia “não te ponhas com coisas, tens de comer ou ainda ganhas uma fraqueza nos pulmões”, “olha que vais ficar com uma anemia” e lá voltava eu ao “normal”.
Isto aconteceu várias vezes. De tal forma que a certa altura, quando me dedicava ao regime alimentar e passado alguns dias já desesperava, rezava para a minha mãe me dizer a lengalenga da fraqueza nos pulmões e da anemia que me atacariam caso não voltasse à alimentação sem restrições.
Sim, sei que não fechava bem a mala, mas por iniciativa própria não podia estragar tudo. Aquelas palavras davam-me o álibi perfeito para o crime alimentar.
Naturalmente se isso demorava muito a acontecer, ao fim de pouco tempo achava que já me tinha sacrificado muito e por isso merecia uma coisa ou outra.
Com os erros do passado aprendemos lições para o futuro.

Prolongamento TVI24… risada pegada!


Segunda-feira é dia de Prolongamento cá por casa! É sempre uma animação e a distinção entre os comentários desportivos e a afirmação de masculinidade entre estes três homens nem sempre é fácil.
Entre posturas mais ou menos agressivas, piadas de bom e mau gosto, humildade e arrogância, o que mais retenho é a boa disposição sempre presente.
Tenho pena do apresentador/moderador Joaquim Sousa Martins que precisa de ter uma paciência de Jó! Mas a verdade é que, para mim, se sai muito bem.
Depois temos o Manuel Serrão (pessoa agressiva sem grande simpatia da minha parte) pelo FC Porto, Eduardo Barroso (fala barato, diz algumas barbaridades, mas que também me causa muitas gargalhadas) pelo Sporting, e Fernando Seara (o politicamente correto, mas com um timbre de voz muito irritante), pelo Benfica.
Tenho saudades do Pôncio Monteio, acho que se enquadrava mais no espírito, três velhotes em amena cavaqueira a defender as cores do seu clube. Mas nem por isso deixa de ser divertido.
Do programa desta segunda-feira ficam dois momentos fulcrais:
- Quando Fernando Seara toma a palavra para mandar cumprimentos à sogra do Dr. Eduardo Barroso, que pelos vistos partiu uma mão ou um pé. Acho este facto essencial no rescaldo das prestações futebolísticas;
- Quando Eduardo Barroso diz que o árbitro só assinalou um penalti a favor dos Leões para os achincalhar… Ora, Leão que é Leão não precisa destes “favores” e só envergonhou o clube! Equipa de arbitragem deveria ser por isso ser impedida de arbitrar mais jogos.
E uma pessoa em plenos preparativos de Natal ri-se a bandeiras despregadas!
Acho que o Dr. Eduardo Barroso devia pensar em baixar a crista, as estatísticas mostram a supremacia do FCP nas últimas décadas e apesar das boas prestações e superioridade (da equipa) técnica nesta temporada acho que ainda é demasiado cedo para cantar de galo.
Não tenho grandes expetativas face ao que o meu clube tem feito este ano, mas ainda é muito cedo para dizer somos os melhores, vamos ganhar a toda a gente…
Humildade quer-se e fica bem!
De qualquer forma, o Prolongamento é sempre o Prolongamento! Obrigada a estes 4 senhores por fazerem rir.

Coisas que não compreendo #1

Nesta mais chuvosa, estreia de uma rubrica (chique!).

Inventei mais esta… coisas que gostava de compreender, mas que não compreendo. Se alguém me quiser explicar, está à vontade!

Pessoas que não têm filtro entre o que lhes vai na cabeça e o que lhes sai pela boca.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Acabadinho de ler...

A minha última leitura foi:

Sinopse:

"Martina: uma figura de mulher «singular».
Amada por uns e criticada por outros, toda a sua vida esteve sob o olhar inquisidor das gentes de Vertova, incluindo o das próprias filhas…



No decurso da sua existência, dos anos quarenta aos nossos dias, através das mais complicadas vicissitudes, ela tentará encontrar o caminho para atingir a sua autêntica vocação de mulher - gerar a vida.
Terá três filhas, de três homens diferentes, sem desposar nenhum deles.

A sua morte súbita, nas vésperas do Natal, provocará um tremendo choque no seio familiar, e será Vienna, a sua mãe, a desvendar os mais íntimos segredos dessa mulher tão enigmática.
Através do seu relato, descobriremos que afinal elas têm mais em comum do que pensavam: todas são mulheres atraentes e independentes, que amaram e se deixaram amar, e que decidiram, sobretudo, enfrentar os cânones sociais em prol de um bem maior - a maternidade."

Moral da história:
Quando não se quer engravidar...usa-se métodos contraceptivos!
Basicamente é a história de uma senhora que engravidou de um homem enquanto casada de outro... ups!
Depois a filha que teve engravidou de 3 homens diferentes, sem manter uma relação duradoura ou estável com qualquer um deles... ups!
E as filhas desta seguiram os passos à mãe e avó... ups!
Não apreciei especialmente, já li livros bem melhores desta mesma escritora.


Só dá vontade de repetir

Apesar de outros encontros por diversos motivos, o último jantar de grupo tinha sido há cerca de 1 ano. Grupo que se criou na faculdade e que por muito ou pouco que haja em comum entre os seus elementos, é sempre O Grupo.

Incrível a forma como o tempo passa e mesmo assim, cada vez que nos encontramos parece que a última vez foi no dia ou na semana anterior.
Vamos marcar jantar??? SIM!!!

Data… pois, coisa e tal, a malta já não vai para nova, alguns já têm filhos e portanto melhor mesmo é marcar almoço! Almoço e data fixados.
Local… pois, ora aí está, agora não é onde se come bem e se bebe melhor. Um sítio à beira-mar era muito fixe, a previsão era de sol e por isso uma boa alternativa. Não houve outra sugestão e o destino foi: l’Kodac



Um almoço que se prolongou pela tarde fora e só não foi mais porque havia planos, mas não se podia pedir melhor… a companhia excelente e a comida muito boa…
Vamos babar???

Pratos principais:


Eu comi o risoto que era muito bom... a guarnição de camarão extra (como podem verificar pertencia ao prato de carne) foi oferecida por amigos e marido que sabem que por marisco faço tudo! Quem tem amigos assim não morre na prisão! :))))))))
 
Sobremesas:

Escolhi o bolo de chocolota por aconselhamento de um cliente assíduo do estabelecimento, mas ainda pude provar aquele cheesecake. Ambos eram de comer chorar por mais. Até devia ser proibido...
 
Entre gargalhadas e memórias, a cumplicidade do grupo acaba por não se perder. Já nos conhecemos à cerca de 12 anos e a proximidade da relação não é igual com todos. Mas nem por isso estas celebrações de amizade são menos agradáveis.
O espírito mantém-se depois de muitos anos a partilhar cadernos, apontamentos, livros, lenços de papel,…, e copos! J

Terminamos sempre a dizer que temos de fazer isto com mais frequência, porque é mesmo bom! Sinto-me sortuda, sinto-me feliz e sinto-me muito orgulhosa por sermos capazes de manter tudo isto.
Com encontros destes só dá vontade mesmo de repetir…

Dificuldades de ser mulher #6



Duas variações da mesmíssima coisa! E são as duas únicas alternativas para resposta a obter cada vez que é pedido alguma coisa ao marido.
Pode ser para alguma coisa do seu interesse, pedir ajuda em alguma coisa, o jantar que está na mesa a arrefecer,... e nada! Acho que se trata de um total desconhecimento do significado da palavra já.
Já experimentei qualquer coisa do género “se não vens aqui em 5 segundos vai dar-me um piripaque”, “estou a sentir-me mal e ainda vou morrer”, “se me obrigas a chamar-te outra vez ainda me atiro da janela”.
A resposta aí obtida foi: “Já vou” ou “Vou já”. Em casos de total desprendimento opta mesmo pelo silêncio. Do género “fala para aí, quero lá saber” mas sem ninguém ouvir!
É preciso muita paciência…

Treino #19

Dia 15 de Dezembro, primeira caminhada oficial em que me inscrevi. 20.ª edição S.Silvestre Porto

Andava super entusiasmada com ideia de finalmente participar num evento destes e ontem foi o dia. Depois de um fim-de-semana bastante cansativo, na hora de equipar a vontade era pouca. Geralmente a partir do meio da tarde de Domingo estamos em casa a deprimir porque o fim-de-semana passou demasiado depressa e no dia seguinte é dia de trabalho, mas ontem não… Estava com mais vontade de me render à minha insignificância, sentadinha do sofá, mas lá fomos!
E foi tão bom!

Primeiro a surpresa causada pelo mar de gente que participou na caminhada. Já sabíamos que ia lá estar muita gente, mas nunca pensei que fosse assim tanta. A quantidade de pessoas que estavam nas bermas a dar uma palavra de apoio. Uns mais entusiastas que outros, uns para verem seus familiares em particular, outros para ver toda a gente em geral (há pessoas que não gostam, mas por acaso eu curto quando alguém diz “vamos lá pessoal”, “força”,…). Alternando entre passos de caminhada e de corrida o nosso grupo chegou de suor na testa (alguns) e sorriso no rosto. Esta sensação de satisfação por concretização pessoal é muito recente para mim mas muito boa!
 
Ficou prometido que para o ano estaremos todos na corrida dos 10Km! É sinal de que correu muito bem.

Fizemos mais ou menos 5,5Km em 60minutos, mas sinceramente o tempo é o menos importante. O convívio, o apoio mútuo e até alguma competição é que valem a pena reter. Fica uma recordação muito boa de um final de tarde de Domingo muito diferente.
Doem-te as pernas S.? Não… o que me dói mesmo são os abdominais! Vai-se lá entender isto…

sábado, 14 de dezembro de 2013

C4 Pedro e Nelson Freitas - Bo Tem Mel



Demonstração vertical de um desejo horizontal... já lá disse o Sr. Alberto!

Têm só de desculpar o Sr. C4Pedro porque ele teve de ir num instante soldar uma pecita no carro e depois voltou a correr para gravar o resto de videoclip... e esqueceu-se de mudar de óculos! Ups... são coisas que acontecem. Por isso é que ele está com aquela proteção a meio do vídeo! :)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Cake design #18 - 80.º aniversário da avó

No dia do aniversário da avó do RP foi a sua vez de receber um bolinho feito por moi! Pessoa muito importante na vida do RP merece um miminho com a melhor das intenções…
Com toda a certeza não se nota, mas flores, muitas flores, foi o que decidi ser a base para decoração deste bolo.
Quem chega aos 80 merece uma coisa especial e por isso, depois de alguma pesquisa decidi fazer uma experiência. Uma flor dentro de um molho de flores! J
Assim, fiz bolachas com este formato.
Como o bolo foi de chocolate as bolachas foram cor-de-rosa para contrastar.
Cobri o fundo da forma com massa de bolo, fiz um círculo de bolachas e depois cobri com a restante massa.
Deu um efeito engraçado ao cortar.
 Talvez por as bolachas serem finas, ao cortar com a colher, a bolacha parecia dura. Depois ao comer sabia bem e desfazia-se rapidamente, mas ao cortar não fiquei fã… Acho que se as bolachas fossem mais grossas e tivessem sido menos cozidas isto não acontecia.
Para a próxima a ver se corre melhor…
E assim se fez mais um bolinho!


Treino #18

Final do dia, depois do trabalho, cansada, treino nos planos...
O último tinha sido na sexta feira e o fim-de-semana recheado de asneiras.
 
Passava na televisão o jogo do Benfica com PSG, que apesar da vitória acabou por não se apurar para a Champions… Je suis très portista, mas fiquei com pena por a equipa portuguesa não ter conseguido. Mesmo assim tive companhia J
Mais uma vez estava um frio do caneco, houve inclusive uma altura em que pensei que o rabo tinha desistido e ido para o quentinho do lar… dores nos gémeos também foi até ficar satisfeita… satisfeita não, mesmo a abarrotar!
 
E satisfação garantida no final!
Resultado:
Distância: 4,55Km
Tempo: 34:19
 
Acho que posso começar a perder o medo de no Domingo fecharem o estaminé na caminhada de S. Silvestre, antes de eu lá chegar! J

Papa Francisco – faz-nos voltar a acreditar

Sou católica, não praticante. Apesar da educação que tive fui-me tornando um pouco descrente. Sou batizada, frequentei a catequese, fiz a primeira comunhão e casei na igreja.
Achei que casar na igreja não fazia muito sentido, mas o noivo fazia questão (acho que sobretudo para não chocar a família) e eu cedi.
A igreja para mim é uma instituição que tem perdido muita credibilidade ao longo dos anos. Não percebo a linha que separa a orientação moral e religiosa, da máquina de dinheiro, das ações em contradição com o que é dito nas cerimónias. Vejo ostentação de riqueza quando há demasiada gente a passar fome, crianças a serem maltratadas, idosos a serem abandonados e a morrerem completamente sozinhos… Talvez não esteja muito ciente do papel da igreja na sociedade.
No dia 13 de Março foi eleito o Papa Francisco. E contra tudo aquilo que para mim era a realidade da igreja, este argentino humilde e simples mostrou-me que estava enganada. É para mim a exceção à regra. Deixou de se preocupar com o ouro, a riqueza e o luxo e dedicou-se àquilo para que foi eleito.
Ao início todos os dias ouvíamos mais uma notícia sobre um comportamento inesperado. O telefonema ao senhor que lhe vendia os jornais, o telefonema para a mulher que lhe escreveu uma carta a desabafar o desespero de considerar o aborto de uma gravidez concebida numa relação extraconjugal e tantas outras que só nos fazem sorrir ao pensar nelas. São coisas que fazem toda a diferença. Comportamentos que não são simplesmente apontarem o dedo, mas sim por ajudarem, orientarem os que precisam. E isto faz-me acreditar que ainda há gente boa!
Como em tudo, para alguns não faz sentido esta postura. Chocou muitos no Vaticano e alguns devem estar em desacordo com esta servência que o Papa vestiu.
Da minha parte, o Papa Francisco fez-me voltar a acreditar e para mim é de um líder assim que precisamos.
Quando os princípios morais se confundem com os interesses próprios, quando vivemos numa sociedade egoísta em que apenas importa o próprio umbigo, onde o objetivo diário é mostrar o que temos (e por vezes não temos), precisamos de alguém que nos mostre o outro lado da moeda.
Alguém que nos mostre a esperança, o respeito, a fidelidade, a preocupação com os outros…
Por isso o Papa Francisco foi eleito a Pessoa do Ano 2013 pela revista Time.
Por isso o Papa Francisco leva legiões e legiões de pessoas atrás de si.
Por isso é que para mim não podia ser outra pessoa!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Memórias #2

Devia ter na altura 9 anos… quase a chegar aos 10.
Tinha terminado a quarta classe e era altura de ir para a escola dos grandes. A dimensão da escola era assustadora, mas o frenesi interior era muito grande por me sentir uma menina crescida!
Depois de a minha mãe obrigar o meu irmão (que nessa altura era muito rebelde) a garantir que me iria ajudar e indicar a primeira sala de aulas lá fui eu… cheguei à escola e fui ter com o irmão mais velho.
Mas quando estou a chegar ao pé dele existe um outro menino que o aperta contra a parede e faz algum tipo de ameaça, coisa que ainda hoje não sei se era brincadeira ou se estava de facto chateado com o meu irmão.
Sei que lhe dei para aí 1 segundo inteiro para o largar e cheguei-me ao pé dele dos meus 9 aninhos e disse-lhe: “Larga já o meu irmão! Que julgas que estás a fazer?”
O rapaz que na altura devia ter uns 13 anos (se fosse da idade do meu irmão) achou por bem larga-lo e pôr-se a andar. Respeitinho é muito lindo! Já na altura o rapaz devia ser que é mais perigoso uma miúda irada do que um matulão agressivo! Ihihih…
O pior veio depois… o meu irmão ficou nas horas comigo: “Quem é que te mandou meter? Estás-te a passar ou quê?”
Ainda lhe tentei explicar que o outro menino lhe estava a fazer mal, mas achei melhor meter a viola no saco e terminar o concerto…
Volta e meia ainda me lembro de quando disto…
Este acontecimento devia ter-me alertado para o sentido protetor que fui desenvolvendo ao longo dos anos em relação aos meus.

Oh yeah!!!!

5.ª feira é dia de ir à balança…
Eu e a balança temos uma relação de amor ódio. Ora que me dá uma grande alegria e eu amo-a, ora me dá uma valente estalada e eu odeio-a.
E hoje, hoje é dia de amor! J
Consegui finalmente perder 10Kg! Sei que ainda tenho uma grande jornada pela frente, mas é um marco histórico. Tenho controlado a evolução do meu peso nos últimos meses e quando hoje reparei que estavam 10Kg queimados… oh yeah!!!
Não tenho regrado demasiado a alimentação porque caso contrário começo a ficar muito desanimada. Tento compensar as asneiras com o exercício físico e outras refeições mais controladas… e está a resultar! Não faço tudo o que quero, mas modero…
Há semanas em que me passo, apetece-me pegar na gaja e atira-la contra a parede, mas hoje estava capaz de lhe dar dois beijinhos! J
É bom quando os dias começam assim…

Negociação infrutífera

Marido pede-me um favor…

Como uma pessoa tem de aproveitar estas oportunidades lá entrei em negociação:
Eu: O que é que recebo em troca?
Ele: hum… beijos? Muitos?
Eu: népia! Nada disso!
Ele: hum… carinho?
Eu: népia!

Ele: hum, sugeres alguma coisa?
Eu: SUSHI!

Silêncio… acho que esta negociação não foi lá muito bem sucedida…
 
Eu cumpri a minha parte! Vamos lá ver se tenho sorte!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

questão do momento

Tendo em conta o esforço físico e as preocupações ecológicas a questão que se coloca é: gasto mais eletricidade a subir de elevador ou a acender a luz comum para subir pelas escadas?  pensamento profundo...

Voos demasiado altos

Acho que nunca fui pessoa de pensar demasiado grande, de voar demasiado alto, mas não gosto desta sensação de travagem cada vez que tento esticar as asas.
É que nem sequer estou a falar em voar, só tento esticar as asas…

WTF???

Eu sei que tenho andado um bocado desligada das notícias da atualidade. Volta e meia lá dou uma vista de olhos rápida no Jornal de Notícias ou no Jornal de Negócios, mas ando numa daquelas fases em que preocupações já eu tenho muitas e as notícias são todas uma porcaria, por isso mais vale nem saber.
No caminho para o escritório também tenho optado por procurar músicas que me deem energia, em detrimento das notícias que me deprimem.
Mas hoje, assim sem querer, ouvi a notícia de que a Troika cá está (essa já sabia!) e que luta para que haja descida dos salários em Portugal.
WTF? Pergunto eu!
“O Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE), vão regressar a Lisboa com a intenção de reduzir as restrições que existem no atual Código do Trabalho para as reduções salariais, assim como as contribuições sociais para os novos contratos e a descida do salário mínimo nacional para os jovens ou primeiros anos de trabalho. “
WTF?
Quer dizer…
WTF?
Esta até me deixa sem palavras! Acho que a ideia não vai passa por aprovar esta medida, mas como é possível? Com a pobreza para que este país caminha, pessoas sem emprego, pessoas que até tinham uma vida comedida são agora obrigadas a mendigar comida, ninguém pode dar nada por garantido e todos temos medo do que o futuro nos reserva… e vêm estes fulanos dizer que deve haver uma redução salarial?
WTF?
Estes especialistas da treta ainda não perceberam que estas medidas são nocivas a todos os níveis? Descida de salários significa redução do poder de compra, menos a economia consome, menos a economia produz, menos valor cria e menos salários pode pagar. Despede pessoas porque os despedimentos estão praticamente liberalizados, aos outros desce e continuamos sempre assim até parar onde!?
WTF?
Os planos são adiados, as possibilidades menos que poucas, reduzimos ao mínimo e ainda nos querem depenar mais?
WTF?
Adoro o meu país, mas às vezes sinto-me mesmo triste por ter nascido e crescido num sítio em permitem que façam de nós gato-sapato sem olhar a meios ou consequências…
WTF? Para não dizer nada pior.

As mulheres e os maridos

Aqui está um tema em que não existe consenso. Confiar ou não confiar, eis a questão!
Partilhar as opiniões, os gostos, etc. e tal.
Ao  longo dos anos muitas mudanças se vão dando na maneira de pensar. Dissessem-me aos 23 anos que eu não iria ser uma mulher ciumenta (exageradamente ciumenta) e eu ficaria surpreendida. Hoje, tenho ciúmes, mas muito longe de ser demasiado…
Podia opinar acerca dos ciúmes nas relações de amizade, nas relações entre pais e filhos e até entre irmãos, mas não, aqui vou dar o meu ponto de vista sobre as relações entre mulheres e maridos, namoradas e namorados, companheiros, caras-metade,…
Para mim mostrar ciúmes de forma comedida é saudável. Darmos a entender que estamos atentos, que gostamos o suficiente para nos sentirmos incomodados (ou nos apercebemos), caso uma situação passe certos limites. A maior parte das vezes até serve para afagar o ego da outra pessoa.
Outra coisa é o controlo obsessivo, é o limitar a liberdade do outro, é impor aquilo que queremos, não olhando ao mal que isso pode fazer à outra pessoa.
Várias são as situações em que ouço:
“Oh S., mas não te preocupes que isto é uma coisa que não tem nada de mal!”
“São coisas de homens, não mete mulheres!”
“Oh R. tens de convencer a tua mulher a deixar…”
Sei que a maior parte destes comentários são brincadeira, mas alguns até têm um fundo de verdade até pela experiência vivida por cada um.
Em boa verdade, sou a principal promotora de atividades que não impliquem a minha presença na vida do meu marido.
Acho importante não ser apenas marido, mas ser amigo, ter conversas de homens, atividades de homens,… não me melindra minimamente.
Ainda outra questão é o facto de muitas vezes passar períodos fora. O que é que ganho com o facto de ele jantar e ficar fechado no quarto do hotel? Não sair para beber um copo com os colegas ou ir dar uma volta pela cidade onde está?
Traição? Não… a traição acontece quando a pessoa quer. Não precisa de estar fora em trabalho, não precisa de chegar tarde a casa por causa do trabalho…
Para mim ou existe confiança, ou então enlouquecemos com a possibilidade de cada passo que a outra pessoa dá, se poder traduzir numa facada na relação. E isto faz com que não entenda os ciúmes doentios.

Treino #17

2.º dia de férias e mais um treino antes de começar a tratar de tudo o resto.
O destino voltou a ser Matosinhos. Fiquei completamente fã do passadiço junto ao mar com a contagem da distância percorrida e lá voltei.
Como tinha corrido no dia anterior senti mais dores musculares praticamente desde o início, mas tinha estabelecido um objetivo e consegui cumpri-lo.
Chegar ao final é uma sensação para lá de boa! Uma outra energia para enfrentar o dia, menor sentimento de culpa pelas asneiras alimentares cometidas e mais flexibilidade são algumas das vantagens que tiro destes treinos.

Resultado:
Distância: 6,4km
Tempo: 49:48

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dificuldades de ser mulher #5

Muitas vezes estou chateada e o RP pergunta-me “o que tens?” e eu “nada”, “estás chateada?”, “não”.
Quantas vezes estou a ferver por dentro, mas insisto no “nada” e no “não”.
Acho que uma pergunta que os homens se colocam muitas vezes é “porque é que não dizem a verdade?”
Pois bem, chegou a altura de esclarecer o assunto:
O motivo pelo qual estou chateada/aborrecida/… é tão óbvio, mas TÃO ÓBVIO, que o facto de perguntar se estou chateada é como chegar a faísca ao rastilho.
Qualquer pessoa devia ser capaz de ver automaticamente o motivo, mostrar compreensão e solidariedade.
E não achar que deve perguntar, como se fosse uma coisa injustificada!
O segredo é, não perguntar! É abrir os olhinhos e ver! Porque está mesmo à frente dos olhos!
Porque é difícil estarmos capazes de nos passar da marmita por motivos óbvios (como já sublinhado) e ainda questionarem se de facto temos motivos para estar assim!

Tenho saudades

Tenho saudades dos tempos em que na noite de 24 de Dezembro eu e os meus irmãos íamos à aventura pelos calçados disponíveis lá em casa, à procura da maior bota para colocar em cima do fogão, por baixo da chaminé!
Tenho saudades da alegria que sentíamos quando nos deparávamos com aquela caixa de bombocas deliciosas, meia dúzia de rebuçados e outros tantos bombons.
Tenho saudades de ter vontade de comer aquilo mas tentear para durar mais e mais!
Tenho saudades de negociar as trocas com os meus irmãos (as bombocas para mim eram sempre prioridade!).
Tenho saudades do que sentia quando sabia que ia receber um lápis bonito ou um bloco com bonecos (sim, eu era daquelas que ia à procura das prendas e volta e meia tinha a sorte de descobrir uma. Fica extasiada com a descoberta, abria muito cuidadosamente e depois fechava ainda mais cuidadosamente para ninguém saber.).
Tenho saudades da inconsciência, da despreocupação, da alegria pura e genuína…
Crescemos a desejar sermos adultos para podermos decidir tudo pela nossa cabeça, sem termos ninguém a mandar ou a dizer-nos como devemos fazer/ver as coisas.
Somos “grandes” e trocávamos muito pelos sentimentos vividos nessas alturas… é a vida!
Às vezes tenho saudades de ser criança.

Memórias #1

Para estrear esta rubrica, a primeira memória é de Natal.
Não sei exatamente que idade tinha, mas lembro-me que foi no ensino básico. Tinha por isso cerca de 12-13 anos (acho eu!).
Como costumava acontecer anualmente, era mais um dia de troca de prendas gerada pelo sorteio do amigo secreto. Nesse ano calhou-me o Carlos. Era para ele que teria de trazer uma lembrança para marcar esta época tão especial do ano.
O objetivo principal era garantir que ele ficava felicíssimo, satisfeitíssimo com a prenda que iria receber e como tal tinha de ser uma coisa em grande (dentro do limite estabelecido nas condições do sorteio).
Na altura os meus já tinham um café e possibilidades que cumprissem o meu objetivo eram mais que muitas… Até que no dia anterior a minha mãe me disse que poderia levar um chocolate. Um pequeno e mísero chocolate!
 
Não percebi porque tinha de levar um chocolatito quando tinha tantas coisas disponíveis (agora que penso nisso faz todo o sentido).
Lá fui para a escola e quando chegou a altura da troca de prendas com muita vergonha a até algum receio da reação do Carlos. Lá entreguei aquele Kit Kat embrulhado com o maior dos gostos, mas sem grande confiança no interior.
E nunca mais me esqueço da reação do Carlos ao abrir aquela prenda e deparar-se com o chocolate… a alegria, a satisfação, a sincera felicidade foram para além daquilo que poderia ter esperado, mesmo com a maior das prendas. Ele ficou tão feliz, mas tão feliz, que fui automaticamente promovida a sua melhor amiga porque lhe tinha dado a melhor prenda que ele poderia receber.
A prenda que me calhou, foi a Glória que ma ofereceu. Uma espécie de caderninho que usei como livro de dedicatórias e que ainda hoje guardo. E a dedicatória do Carlos foi um agradecimento pelo chocolate porque tinha sido uma espécie de concretização de um sonho. E até desenhou kit kats a caírem do céu…
Aqui, para além de guardar uma memória para toda a vida, guardo também uma lição de vida.
Espero que este ano todos recebam Kit kats com muita fartura!

Cake design #17 - Dia da Mãe

Para a minha mãe o 8 de Dezembro continua a ser o Dia da Mãe. E neste dia faço sempre questão de a presentear com uma pequena lembrança. Recordar-lhe de alguma forma a importância que tem para mim.

Diz sempre que não era preciso nada, mas a verdade é que por dentro fica toda derretida. Quem é mãe diz-me sempre que este acaba por ser o seu papel principal na vida e acho que a minha mãe não exceção.
Assim sendo, decidi fazer um bolo de chocolate envolvido em chocolate e coberto com chocolate branco.

Chocolate foi a base para este doce a lembrar a doçura de ter a minha mãe na minha vida.
O formato era de um coração, a lembrar o amor que apenas as mães têm pelos filhos e os filhos pelas mães.




Posso por vezes azucrinar a cabeça da minha mãe e ela a minha. Não concordar com muita ou coisa, mas a verdade é que quando me sinto mesmo triste, preocupada e a precisar de um colo, o conforto que encontro num abraço dado pela minha mãe, não encontro em mais lado nenhum.

Ela não lê estas linhas, mas nem por isso quero deixar de registar o amor que lhe tenho, a falta que me faz e que sempre me fará!