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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Alerta... IRS

Foi publicada no final de 2010 o Lei do Orçamento do Estado de 2011, que estabelece entre outras coisas as despesas dedutíveis ou não à colecta e novos limites que são impostos.
No que respeita aos documentos de despesas com saúde, formação, educação, lares, etc., o OE vem acrescentar a b) ao art.º 78.º do CIRS que estabelece o seguinte relativamente às condições para serem aceites como deduções à colecta:
"Mediante a identificação, em factura emitida nos termos legais, do sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos em que envolvam despesa."

Traduzindo por miúdos, a partir de 1 de Janeiro de 2011 temos de pedir as facturas ou recibos para os tipos de despesas atrás mencionadas com o nome e o NIF (Número de Identificação Fiscal - número de contribuinte) da pessoa que faz a despesa ou utiliza o serviço, quer seja o sujeito passivo ou membro do agregado familiar.
Desta forma, quem tem filhos, mesmo os recém nascidos, deverá de imediato requerer o seu NIF para que possa deduzir as despesas com ele incorridas, já que as facturas têm de vir em seu nome e com o respectivo NIF preenchido.
Na declaração de rendimentos anual é também obrigatório o NIF de cada membro do agregado.
Resumindo, não podemos continuar a ter facturas de farmácias, médicos, educação, etc., com o nome do destinatário e o NIF em branco, para posterior colocação destes dados. Tem que fazer parte do preenchimento correcto da factura ou recibo pela entidade que os emite, até porque serão objecto de controlo cruzado pelos serviços de fiscalização das Finanças.

Como já estamos quase no final de Janeiro, e como não é um tema muito publicitado e perceptível pela maioria das pessoas, na altura da apresentação da declaração de rendimentos em Março de 2012 podem ocorrer situações desagradáveis.
Queria apenas alertar para este facto, para evitar essas mesmas situações desagradáveis!

Nada como começar a semana com novidades sobre impostos...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Aqui fica mais uma divulgação!

A quantos de nós já aconteceu irmos a este ou aquele restaurante em que apesar de não termos pedido quaisquer entradas / aperitivos nos enchem de mesa de iguarias irresistíveis? Comemos, mas depois quando vemos a conta ficamos tão arrependidos... ou não!
Mas fosse essa a pior situação, porque existe pelo menos um restaurante (que não vou referir o nome) em que todas as vezes que lá fui fizeram questão de me cobrar os denominados "couverts" sem eu os ter pedido ou sequer consumido!

Pois bem, existe uma Lei (denominada Regime Legal Aplicável à Defesa dos Consumidores) que nos protege deste abuso e que muita gente desconhece (eu inclusive, até à data).
O pagamento dos aperitivos nos restaurante não é obrigatório! Ou melhor, não é obrigatório desde que não seja por nós pedido.
O n.º 4 do art.º 9.º da Lei estabelece o seguinte:

"O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa."

Pelos vistos o incumprimento desta norma pode levar à aplicação de uma coima até 35.000,00€... isto dá para pagar muitos aperitivos / entradas / couverts.
Não concordo que se abuse dos direitos que temos, mas também não temos de aceitar o abuso que muitos proprietários exercem sobre nós.
Esperemos que agora ninguém se aproveite disto para andar a comer à borla em várias esquinas!

E, conforme solicitado, aqui ficou mais uma divulgação!

Carta de um cliente ao BES

Apesar de ter uma relação muito próxima com este banco parece-me do interesse de todos sermos informados da ocorrência deste tipo de situações.
Assim e a pedido do próprio remetente da carta aqui fica:

"Exmos. Senhores Administradores do BES

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.

Que tal?

Pois, ontem saí do BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.

Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de. Uma 'taxa de acesso ao pão', outra 'taxa por guardar pão quente' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria' Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.

Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.

Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobram-me uma 'taxa de abertura de crédito'-equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pão', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar

Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma 'taxa de abertura de conta'.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura de padaria', pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.

Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como 'Papagaios'. Para gerir o 'papagaio', alguns gerentes sem escrúpulos cobravam 'por fora', o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de 'por fora' temos muitos 'por dentro'.

Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobram-me uma taxa de 1 EUR. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR 'para manutenção da conta' - semelhante àquela 'taxa de existência da padaria na esquina da rua'.

A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quente'.

Mas os senhores são insaciáveis.

A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de v/. Banco.

Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais, mas também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma."

Quero apenas sublinhar que esta carta me foi enviada por mail e que não é da minha autoria!
Mas que lê o pensamento de muitos de nós, lá isso é bem verdade. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

É mesmo isso!

Encontrei esta frase por acaso e acho que se enquadra completamente com a situação que enfrentamos atualmente (actualmente, antigamente!):

"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão." (Eça de Queiroz)


Como portista que sou...

não podia deixar passar sem um apontamentozinho o acontecimento do último jogo entre o Benfica e o Nacional!

O Sr. Jorge Jesus achou por bem tocar ou de leve vá, um murrito no Luis Alberto... e o jogador do Nacional teve um reflexo natural (toma lá uma sapatadinha no nariz)!

Apenas um comentário a este triste acontecimento:
Quem ri por último, ri melhor!
Não podemos apontar o dedo aos outros e critica-los quando corremos o risco de um dia nos acontecer igual ou pior!

Vamos agora ver no que isto vai dar e se a Comissão Disciplinar da Liga se porta bem!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aníbal Cavaco Silva... outra vez!

Costuma-se dizer, quando te estás a enterrar, pára de escavar!
Das duas três! Ou fazemos tudo pela estabilidade ou somos uns conformados... tanto nos queixamos, tanto nos queixamos e quando chega a altura de demonstrar o nosso descontentamento votamos no mesmo senhor e com maioria absoluta... fantástico!

Por um lado também compreendo, tínhamos como alternativas o Sr. Manuel Alegre para alguns e pateta alegre para outros, que ao ser apoiado pelo partido do nosso Governo deve ter visto a sua vida a andar para trás. Apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda... e estava bem melhor sozinho!O ditado já é antigo: mais vale sozinho que mal acompanhado!

Sobre o Fernando Nobre e Francisco Lopes não tenho grandes comentários... um independente outro apoiado pelo Partido Comunista...

José Manuel Coelho e Defensor Moura duas outras grandes surpresas... não estava à espera que o primeiro arrecadasse tanto votos e o segundo ficasse no fundo da lista!

Por fim, cerca de 190.000 portugueses votaram em branco e pelo menos demonstraram que nenhum dos candidatos corresponde às necessidades que o país neste momento apresenta.
Para além da grande abstenção... também causada pelos erros ao nível das freguesias!

Saldo final... mais um mandato para o Sr. Aníbal Cavaco Silva!

Um conselho: Stop digging!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tenho dito... ou não!

“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.” Albert Einstein


por outro lado...

"A vida é como andar de bicicleta.  Para manter o equilíbrio temos que andar em frente!" 
Albert Einstein



... e mais nada por hoje!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Morte de Carlos Castro

Aqui fica uma opinião em relação ao assunto que acho que deve ser partilhada:

"O que seria de nós sem os comentários esclarecidos nos sites da imprensa? O homicídio…não, homicídio tem uma carga demasiado negativa, o acto de justiça que se abateu sobre Carlos Castro é de uma transparência cristalina. A “vítima” era uma bichona, um velho nojento, praticamente um pedófilo, que se aproveitou da inocência depilada de um rapazinho (tão bonito que ele é, e gosta de mulheres, tinha resmas delas), uma ingénua criatura de Cantanhede (em Cantanhede não há paneleiros, ora essa), um anjinho de Deus que vendeu a alma ao Diabo em forma de um sexagenário gordo e feio. O porco seduziu a pobre criança cujo único pecado era ter um sonho e lá foi ela atrás do sonho agarrada às calças do maricas. Estava mesmo a pedi-las. Estão todos a pedi-las. Andam para aí a meter-se com rapazinhos exemplares que até praticam desporto e sorriem aos concidadãos e estão à espera do quê? E nem se sabe se não foi a “vítima” a provocar a situação ou até mesmo a pedir para que o jovem lhe fizesse aquelas coisas, porque homens daqueles são uns pervertidos. Quem nos garante que a “vítima” não tentou coagir o rapazinho, que não tentou obrigá-lo a fazer coisas que este não queria e que o rapazinho, ferido no seu orgulho heterossexual, apenas se defendeu, espancando o verdadeiro agressor durante uma hora, enfiando-lhe um saca-rolhas no olho e cortando-lhe os tomates? Seria muito diferente se em vez de um paneleiro velho, estivéssemos a falar de um septuagenário heterossexual que andasse com uma “dançarina” brasileira (puta, claro está, porque estas são muito sabidas e querem é subir na vida porque lá na terra delas passam fome). Já se sabe que estas atrevidas só andam atrás deles pelo dinheiro e que eles aproveitam (quem é que, podendo, não aproveitaria?) para ferrar o dente em carne fresca, e fazem eles muito bem, provando a macheza do garanhão lusitano que nem no leito de morte perde a tusa. É tudo tão simples: a culpa é sempre dos maricas e das putas."
in: adoutaignorancia.blogs.sapo.pt

É mais ou menos isto... e mais não digo!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

1.ª obra de arte de 2011

No Natal os meus pedidos incidiram sobretudo em electrodomésticos para a cozinha, sítio onde se pudesse, passava muito tempo a inventar!
O Pai Natal achou por bem presentear-me com um desses electrodomésticos e deixou-me uma Máquina de Fazer Pão no sapato! :)

Veio a Passagem de Ano e com ela a necessidade da minha primeira experiência neste equipamento tão aguardado! Depois de uma pesquisa decidi fazer um Bolo-Raínha...

Encontrei a receita escolhida e que contou com os seguintes ingredientes:
500gr de farinha preparada para brioche
230ml de leite morno
50gr de pinhões
50gr de passas
50gr de amêndoas
50gr de avelãs
50gr de nozes
raspa de 1 laranja
2 colheres de sopa de vinho do Porto
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
decoração a gosto

Comecei por colocar o leite na máquina e a farinha e escolhi o programa de Massa que no meu caso tem a duração de 1h50m.
Entretanto separei e preparei os restantes ingredientes e hidratei as passas com o vinho do Porto.
Terminado o programa adicionei os restante ingredientes e voltei a seleccionar o programa Massa. Como tal... mais 1h50m de espera.
Depois de tudo mais que bem amassado tirei a massa e formei uma coroa, que basicamente ficou asim:

De seguida e conforme indicado pela receita deixei repousar durante 30 minutos, apesar de nada ter acontecido (pelo menos que eu tenha visto!).
Pincelei com 1 ovo batido, decorei com amêndoas e nozes e levei ao forno que já estava pré-aquecido. Passados mais ou menos 30 minutos eis que estava prontinho:


Depois de frio decorei-o açúcar em pó e fios de ovos e cerca de 5horas após o início desta jornada aqui fica o produto final:


Valeu a pena! Gostei muito e foi uma experiência bem sucedida... entrar no ano novo com o pé direito e uma bela obra de arte! :)